14/08/2009

tudo (?)

Ah, oi.
Meu nome é Ceres, e eu tenho 14 anos. Faço aniversário dia 7 de janeiro, moro em Belo Horizonte e, futuramente, em Sete Lagoas.

Sete Lagoas é uma cidade legal, dá pra ver a Lua o dia inteirinho no céu, e à noite, faz frio. Eu gosto de frio.

Pelo o que eu tenho vivido lá, principalmente ultimamente, tem me feito gostar mais de lá. Só não sei se continuaria nesse ritmo depois de eu me mudar pra lá, no ano que vem.

Tecnicamente, eu tenho um namorado lá, coisa que eu não tenho aqui. Mas eu tenho medo, para ser bem sincera. Tenho medo de não alcançar as expectativas dele. Parece que ele gosta de mim mesmo, e pelo menos por enquanto eu não consigo corresponder à altura.

Aqui em Belo Horizonte, eu não tinha um namorado. Eu tinha um enrolado.
Isso...enrolado. Um ÓTIMO adjetivo para ele. Eu sempre fui apaixonada por ele, pra falar a verdade. E sei, como ninguém, como não ser correspondida dói, e eu tenho medo do Beto ficar triste comigo; de eu fazer a mesma coisa que fizeram comigo.

Quando meu enrolado (vamos chamá-lo assim) vinha aqui para minha casa, e eu o via no portão montado em cima da bicicleta, minha mão ficava gelada, meu coração disparava, e eu ficava com uma cara de lerda incontestável.
Quando ele me beijava...eu ia em outro mundo. Só de ouvir o nome dele vinha uma coisa estranha em mim. E com o Beto é diferente. Tudo o que eu sentia, eu sinto nele. O coração dele fica igual a um tambor quando ele chega perto de mim, e, como um capricho, eu me contento em simplesmente parar pra ouvir os batimentos dele.

Garanto que quando o tal enrolado me perguntava: “Ceres, que você tem?” Apertando a minha mão contra o rosto dele, e eu ficava mais gelada era puro capricho dele também.

Puta que pariu, eu sou tão horrível assim?

Teve uma vez, que eu desejei nunca mais ver o enrolado. Aliás, o nome dele é Sérgio, pronto, eu falei. E na festa da Ana (você ainda vai ler muito sobre ela), ou melhor dizendo, na cozinha da casa da Ana onde rolava a festa da Ana, o Luis (você ainda vai ouvir muito esse nome) me beijou. Foi até um beijo legal, eu admito. Aí, depois desse dia, ele sempre mandava mensagens no meu celular. Teve uma que eu decorei, até. Ela dizia assim: “Não posso negar que penso em ti a todo momento, e, que de certa forma, sinto um estranho calor me invadir só de ouvir seu nome... Se isso que eu estou sentindo é realmente AMOR, quero ficar ao teu lado e sentir isso para sempre.”

Foi assim...uma das coisas mais bonitas que já me disseram. Lindo. Quase chorei.

O Luis sempre dizia que ia vir aqui em casa pedir meu pai pra namorar comigo! Mas nunca veio. Passou outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, março... e pra te falar a verdade, meu amigo ou amiga, eu até gostava dele. Mas se eu te contar você não acredita: eu só fui vê-lo outra vez em maio. Outro que não deu certo. Eu tenho quase certeza que por causa dele “Luises” começaram a me perseguir.

Se for olhar por um todo, esse história toda não valeu nada. Ta bom que o Luis é mais velho que eu, sabe falar coisas bonitas, ri das minhas piadas e me liga às vezes. Mas depois de mim ele ficou com duas amigas minhas e namorou com mais uma. É certo que teve até um período de tempo entre eu e as outras, mas... sei lá, não é coisa que se faça com garotinhas indefesas de 14 pra 15 anos. O pior é que eu tinha 13 quando ele me agarrou.

Se eu for contar o motivo da minha queda por “Luises” isso daqui vai ficar chato.

O fato é que finalmente eu arranjei um namorado, e não ta dando muito certo, pelo menos pra mim.

Hoje eu estava com a Fernanda, pensando. Eu ainda tenho MUITO receio em relação ao Beto, é ruim fazer as pessoas como um capricho pra você, pra aumentar sua auto-estima. Não é só porque ele me chama de linda toda hora, e vive falando “Que me ama do jeito que eu sou” é que eu devo me aproveitar do coitado. Eu sei que isso é errado.

Ele me ligou faz exatamente 37 minutos. Ele me perguntou se estávamos realmente namorando, o que é que estava acontecendo. Eu fiquei com medo, receio. Geralmente pessoas não me ligam pra tirar satisfações. O que eu pude dizer foi que, eu não sabia, que eu tinha dúvidas. Cara, já chega o que estava fazendo com ele, eu não podia deixar de ser sincera.

Antes de ir embora, quando eu estava com ele, ainda, eu fui o mais sincera possível e disse pra ele que eu ainda não tinha certeza. Quando eu voltasse ia conversar com ele, ia tomar minha decisão.

Já vou voltar esse final de semana, e na maioria do tempo que tive pra pensar achei que estava convicta. Que era ELE mesmo que eu queria. Mas agora...me falta convicção. Eu a perdi. E que pena. Eu queria ser o suficiente pro Beto.

Um comentário:

  1. ooown, antes de mais nada, tu escreve muito bem menina (:
    segundo : ( porque o antes foi primeiro :) ) , eu moro em BH tbem ! olha que mara ((:
    enton, aai isso é chato né ? Eu tbem já tive um namoro em que eu não correspondia às expectativas. Tipo ele me amaa, e todo mundo sabia disso, eu amava ele também, eu sentia isso, mas não era do tanto que ele me amava. E quando eu terminei com ele, o que aconteceu ? Ele desabou, até chorou e eu fiquei como a má da história "/ Por isso é sempre bom a gnte pensar no que quer pra não magoar as pessoas e depois ainda decepcionar a si mesma ! Boa sorte pra vse em Sete Lagoas !

    olha, o meu blog chama "O diario de Mallu", e eu ecsrevo sobre uma garota de 16 anos que tem que aturar o vizinho chato Felipe, o padastro enjoado, além de tentar descobir a todo custo que é que manda mensagens de amor anônimas pro seu celular . Ela é super divertida e autêntica, além de um pouquinho (não, muuuuito) mal humorada. vse vai viciar ! dá uma passadinha lá e deixa seu comentário (: um beijo !

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