15/03/2010

Quero comer cru

Tá olha, vou direto ao ponto: no pico do gráfico da minha instabilidade nos ultimos dias, eu posso dizer que caiu a ficha.
De tanto dizer, o dia inteiro, que eu estou ótima, que aqui é lindo, e que a empada daqui é boa, a vontade de amanhã acordar em BH é grande.
Isso tá me dando muito, mas muito trabalho. Primeiro é que eu tenho que literalmente trocar a minha fonte de inspiração. Porque se não for pra escrever do Luís, do Pedro, do Roberto e do Sérgio em especial, eu praticamente não consiguiria.
Segundo é que eu me recuso mesmo.
Enfim, não é porque é difícil que eu não vou tentar.
Sempre que eu chego na escola, eu vou conversar com o Ramon, até o professor chegar. Ele é um espécie de "amiguinha que senta do seu lado e conversa com você a aula inteira"; só que, no caso, ele é um menino. Ele me entende, ri das minhas piadas e me apoia, independente de nós nos conhecermos só à menos de 4 meses. Hoje eu e outros amigos ficamos na beirada da lagoa, rindo um da cara do outro, e eu me senti bem, foi impressionante. Eu me sinto melhor assim, não sou muito familiarizada com batom, e com meninas falando de meninos. Tirando a parte de que eu não uso batom, eu falo muito sobre meninos, essa é uma das provas de que eu sou uma menina. É válido, pelo menos na minha opinião.
Como espécie de representante da sala -não me elejeram, nem eu nem ninguém, mas eu sou-, eu sempre entrego as folhas, recolho o dinheiro, leio os texto, carteira vai, carteira vem e eu brinco com o Bruno todo dia, o Igor fica me olhando com uma cara esquisita, como se me imaginasse sem roupa, sei lá, o Samuel sempre ne fala alguma coisa do tipo "Oi Ceres (:" toda vez que ele me vê, independente de quantas vezes sejam e num modo geral, as pessoas da minha sala são legais.
Mas não acho, caros amigos, GRAÇA NENHUMA em escrever sobre eles. São pessoas normais, iguais de certa forma, praticamente homogêneas naquela sala e de beleza duvidosa; alguns deles, mais próximos de mim, naturalmente.
Estou pensando seriamente em me envolver emocionalmente com alguém, só pra ver se eu consigo escrever. Juro que estou entrando em desespero. A melhor coisa de estar apaixonada por alguém é que você possa transformar isso em palavras, que você vai querer lembrar das datas, só pra sonhar depois e... começar tudo de novo me dá uma preguiça!
Seria natural pra mim um relacionamento forçado, com duas pessoas ao mesmo tempo. Só pra sentir do sangue quente, pra poder falar com medo de deixar escapar o nome... gente, como essa cidade é parada!
Eu não quero esperar uma história de amor. Meus planos, de certa forma, são impalpáveis, intocáveis e o que eu temo, é que talvez também sejam impossíveis. E, sim, eu mudei/tentei mudar o lado pra onde o vento sopra. É necessário.
Sabe o que é pior? Meus sonhos estão se expandindo! Eu tenho novas possibilidades, tenho novas histórias, mas que, seriam histórias forçadas.
Em resumo, estou dividida. Desolada, chateada. Eu só queria não ter que forçar para que acontecesse uma coisa extraordinária ao ponto que me tire o sono. Enfim, quero comer cru. Afinal de contas, eu preciso escrever.

2 comentários:

  1. acho que te entendo, não sei ao certo. a unica coisa que eu sei é que me deu vontade de comer miojo cru .-.

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  2. Deve ser muito ruim mudar de cidade e ter que adaptar lá e conviver com a saudade, mas que bom que fez amgs ou até mais que isso... gostei do seu post e do jeito que escreve, seguindo o blog! beijos.

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