19/04/2010

Sobre Cartas não Destinadas, O de Sempre e Alface

Ontem a noite, reparei que tinham umas seis folhas de caderno, todas dobradas em quatro vezes, em cima da minha mesa.
Peguei e enfiei na mochila, pra depois ver o que era (ou até mesmo, relembrar, mas enfim).

Hoje de manhã, quando eu estava no ônibus indo pra escola, fui ver o que estava escrito nas folhas. Bom. Uma coisa eu posso afirmar: diziam o de sempre.
Uma delas é uma carta que eu escrevi pra Mariana, no dia 27 de janeiro, e não sei o por quê, mas ela ainda está comigo. Outra delas é onde eu escrevi o endereço dela, provavelmente pra mandar a carta depois. Coisa que, como você pode concluir, eu não fiz.

As outras quatro.
Sim, as outras quatro. Eu devia, sinceramente, pôr mais quatro posts no tag "Sérgio", porque se nos dias 23, 24, 25 e 26 de janeiro eu já tivesse internet em casa, sim, eu postaria tudo o que estava escrito aqui. Ou não, mas a gente não precisa de discutir isso agora (rumo aos 50!).

Depois que eu reparei que eu sou meio... sem uma outra inspiração a não ser a de sempre, já tinha acabado o primeiro horário. Física (sim, eu fiquei horas lendo e relendo).
Como nem todos os professores estavam dando aula, a maioria está de greve, a gente pôde sair, e depois voltar pra assistir o quarto horário.

Eu, o Ramon (No Mar), a Rúbia, a Gaby (sim, é com "y"), e a Andreza. (risquei o nome dela porque ela é muito chata, pelo menos na maioria das vezes. Ela fica me prometendo um pôster do Axl Rose *suspiro* faz tempo, mas nada. Mentirosa).

Demos uma volta na lagoa, e depois fomos pra biblioteca.
Como eu estava/estou numa puta preguiça de procurar os documentos pra fazer a ficha e pegar um livro, como qualquer pessoa normal faz, eu, pela segunda vez, estava indo na biblioteca pra continuar a ler o mesmo livro.

Sim, o livro é muito bom. E sim, estou apaixonada pelo cara do livro.
Ele é cara-de-pau, poético, toca violão, e pulou numa lagoa de meio metro de altura, estilo Tio Patinhas (assim que estava escrito), quebrou a quinta vértice da medula (acho que é isso), e vai (eu não li a parte que fala isso, mas eu sei que vai) ficar tetraplégico.

Ah, sem falar que ele tem uma posição política. Mesmo que eu não saiba que posição (política) é essa, eu tenho queda por caras inteligentes. Um cara burro não teria uma posição política. Ou tem.
Essa é outra coisa que não precisamos de discutir.

Saí da biblioteca com uma vontade enorme de enfiar na frente de um carro. Não me pergunte o por quê. Mas então, toda vez que eu ia atravessar a rua sem olhar, um "bom samaritano" parava e fazia um gesto de "´pode passar".
Resultado: estou viva, sem sequelas; e sem entender a minha vontade de morrer.

Assisti a aula de Português, e a professora ficava falando "que bonitinho" toda vez que eu falava do Samuel. E depois, quando eu estava esperando o tempo do quinto horário passar e meu escolar chegar, passa, do meu lado, a minha professora de Português.
Numa moto. Eu acho estranho, às vezes eu tenho que cair na real pra saber que professores têm uma vida fora da escola. Eu sei lá, vai que alguém comanda todos os professores e congelam eles enquanto eles não dão aula? - ignorância

Vim pra casa, deitei e dormi feito um bebê, por uma hora e meia, e minha mãe veio me cobrar as mudas de alface que a mãe da Rúbia falou que tinha de sobra.
Liguei pra Rúbia, ela veio com as mudas, minha mãe foi comprar pão faz muito tempo, e até agora não voltou.

Eu, o Léo e a Rúbia estamos vendo televisão. O nome do episódio da série é "Todo Mundo Odeia Garotas Altas e Magras".
Estou rindo feito louca.

Não, eu só ri um pouco.

P.S.: a Rúbia é alta e magra, a graça foi aí.
P.S.2: tô com fome, minha mãe podia chegar logo.
P.S.3: o nome do livro é "Feliz Ano Velho", do Marcelo Rubens Paiva, eu acho. Aliás, o Ramon tem ficha lá, ele podia pegar pra mim (o livro).
P.S.4: estou aprendendo a tocar violão. Consigo tocar tudo bonitinho, até um fá sustenido do caralho.
P.S.5: quero ir pra Belo Horizonte.
P.S.6: o céu tá bonito hoje.

3 comentários:

  1. Eu tenho esse livro 'Feliz Ano Velho', eu parei de ler ele, pra ler Amanhecer, e depois dele já li quase dois livros e até hoje não acabei de ler o do Rubens Paiva. TENSO. Saudades <3

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  2. Oi!

    O mundo está bem assim mesmo como você disse no seu comentário lá no blog. E eu também sou super fã de excessões! Adoro ver o diferente.

    Eu gosto de pegar diários velhos e ver como meus problemas naquela época eram considerados tão grande e hoje, parecem pequenos. Que algumas amizades foram e outras continuam, mas também como eu mudei. Adoro.

    Um beijo.

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