30/05/2010

Hey, Moon !

Estou sentindo uma necessidade enorme de falar tudo o que eu penso e sinto agora, porque, daqui dois minutos talvez eu não sinta mais nada.
Olhando a Lua daqui, da cadeira do computador (que, por um acaso, foi onde eu passei quase metade do dia), vieram ao meu encontro milhões, milhões e milhões de coisas que incluem lembranças, pensamentos e sentimentos. Resumindo: certo grau de alienação temporária. Temporária porque eu sei que daqui a pouco passa.
Primeiro resolvi falar pra Camila que a Lua estava bonita. Ver a Lua sempre me anima, me deixa feliz, me dá uma vontade enorme de não fazer nada, só de ficar olhando pra ela, sorrindo, num transe, quase isso.
Pelo visto, com ela não resolveu. Nada tem resolvido com ela ultimamente. Mesmo que eu só tenha falado com ela pela internet, eu fico mesmo, preocupada. Sinceramente, preferia que eu tivesse feito alguma coisa com ela. Talvez, assim, eu conseguisse resolver alguma coisa.
Se a Lua não entregou (nem) um sorrisinho pra ela...
Camila, olha, vou ter que repetir algo que eu já disse: Tenho a vontade de te ninar, igual um neném; um neném de cabelo colorido. Camila, eu queria te ver sorrir. Queria ter o poder de fazer isso.
Tá, -enxuga as lágrimas- em segundo, o que a Lua me trás é a vaga lembrança da rua Natérica, na altura do número 90, chovendo, com certa companhia, que, por sua vez, está de greve. Está de greve no sentido de ser uma pessoa na qual eu evito que seja um assunto, porque isso me priva de viver.
Terceiro: no meu aniversário de 4 anos, dia 7 de Janeiro de 1999, a Lua estava cheia, como hoje. Vi isso num calendário dia desses.
Em quarto, na minha opinião, é a parte mais legal. Não é lembrança, não é vontade, é sonho. Sonho de gente boba (e acordada): eu, numa praia. De noite. Podia ser de dia, a Lua, quando está cheia, sempre aparece de dia. Então: noite, Lua. Não, noite não, pôr do sol (ou subida da terra, se preferir). Aquele marzão, aquela maresia, aquela areia no cabelo, aquele cabelo horrível. Bom. Uma fogueira. Grande, quase na orla. Estrelinhas, é, estrelinhas, piscando, piscando, lá em cima, bonitinhas, pequenininhas, estrelinhas. (ficou parecendo poesia de menino de pré).
Tá, agora, você, caro leitor, deve estar se perguntando: Com quem?
Olha, como meu Cabeludo Imaginário ainda não tem rosto, podemos dizer que eu estaria sozinha.
Digo isso porque depois talvez (com certeza) eu mude de ideia. Mas ah, eu não gosto de ficar pensando nesse tipo de coisa, essa coisa de companhia na praia, aquela coisa romântica. Me deixa triste.
Ou, ninguém tem um primo cabeludo pra me apresentar não ?
Cabeludo bonito.

28/05/2010

Cabeludo Imaginário

Em falar em instabilidade... eu já disse que nunca quero me casar? E também que em hipótese alguma eu não terei filhos? Nem MEIO filho? 

Pois é... isso foi até outro dia. Hoje mesmo, enquanto eu estava com a bunda suada na cadeira do salão, com o secador quente na cabeça; a Flávia (a queimadora de couro cabeludo) falava toda orgulhosa da filhinha dela, que nem dois meses tem, a Melissa. E eu: "Nossa, não tenho filho antes dos trinta nem a pau." - esse povo tá pegando o boi, porque eu falava que não ia ter era nunca!
E ela: "Que isso, Celes (é, Celes). Eu também falava isso. Agora, olha eu e a Melissa."
"É, Flávia. Filho é bom, mas dura muito." (li isso no livro do Mário Prata hoje de manhã).

Enfim, o que eu quero dizer com tudo isso é que em relação à relacionamentos duradouros, vestidos, noivo, buffet (huum), e tudo mais, eu tenho pensado (muito) diferente.
Eu ainda não consigo me imaginar barriguda, com um neném com cara de joelho no colo, achando a coisa mais linda do mundo. Mas já consigo imaginar como seria meu vestido de noiva. Vai combinar muito bem com a tatuagem que eu pretendo fazer depois dos 18 e os meus (futuros) piercings. E acredita que eu também consigo idealizar um noivo? 

Tá, de qualquer maneira, casar é uma coisa muito definitiva. Vou deixar pra mudar de ideia sobre isso depois, nada de ficar enxendo (mais) a cabeça com isso agora. 
Quem sabe até, ter um namorado a longo (looooongo) prazo, tipo uns 7, 8, 9 anos de namoro, cabeludo, roqueiro, tatuado e que tenha uma voz bonita. Nós podíamos morar num apertamento (lê-se apartamento) no centro, todo bonitinho, e teremos um cachorro também. Teremos brigas diárias, só pra depois ficar falando "Desculpa, a culpa foi minha!" se abraçar e se amar no sofá da sala. Com o cachorro olhando, e morrendo de carência. (Tá, essa foi ridícula). 

Depois, se meus pais reclamarem por ausência de compromisso e presença de vagabundagem da nossa parte, poderíamos nos "casar": Cachorro em pé na sala, só pra ter testemunha, que por conicidência é a mesma sala que sempre faríamos as "pazes". Mas né, ninguém precisa saber disso. Eu de moletom e camisa de banda, ele de cueca samba canção. Sem padre. Nós engalobamos um texto pra ficar menos informal. Beijinho, beijinho. Pronto, estamos casados. Tomamos café. Pronto de novo, minha felicidade está completa.

Nossa, que emoção imaginar isso. Tá bom que na sala também poderia estar pai, mãe, sogro, sogra, amigos, agregados e tudo mais, mas como eu disse, é apertamento, não vai caber. E além do mais, só o cachorro ia ficar muito bom, eu acho. Ou não, sei lá. Só sei que eu e meu cabeludo imaginário não nos casaríamos formalmente. 

Ainda, meu cabeludo, não consigo imaginar nossos filhos. Mesmo porque, você ainda não tem um rosto definido. Mas mesmo assim, onde você estiver agora, com quem estiver e todas essas coisas, espero que nossos sonhos sejam compatíveis. Ou se não forem, espero também, que depois de uma discussão (e uma conclusão) tenha uma sala (e um cachorro) disponível. Também espero, com todas as minhas forças que você exista mesmo. 
Talvez eu até queira me casar. E quem sabe, me encher de filhos. É, mudei de ideia.

26/05/2010

Instabilidade

Acho que crônica é uma coisa bonita. Rápida, informal, objetiva, e às vezes dá um tesão danado escrever. Primeiro que você não precisa de ficar se preocupando com esquema de rimas, medida velha, medida nova, e todas essas coisas. Contando que você pense e saiba escrever, já é mais da metade do caminho andado. Não que hoje em dia as pessoas (eu) se preocupem com esse tipo de coisa, mas é sempre bom lembrar o quão é difícil escrever uma poesia, um artigo de opinião, ao até mesmo uma carta. E, não, não tenho um segundo motivo concreto.
Então, eu estava, agora, deitada na minha cama, lendo um livro. Um livro de crônicas, do Mário Prata; que é da biblioteca da escola, mas está comigo faz umas três semanas, mas isso não vem ao caso.
De início, quando eu li o "Crônicas" e o "Prata" na capa do livro admito que pensei: Nossa, deve ser parente da Liliane Prata.
Mas enquanto eu fui lendo, e descobri o verbo "sulfechar", eu me distraí o bastante pra não pensar muito nisso. Até que, de repente, procurando alguma crônica naquele livrão -foi o que disseram quando viram ele na minha carteira-, achei um com o título fofo, até: Beijando com Carinho. (Se não for isso me desculpe, porque nesse livrão todo não consegui achar a crônica de novo).
Bom, larguei minha Capricho aberta em cima da cama pra ler a crônica dos beijos, parecia mais interessante.
A primeira coisa que eu achei estranha foi ele estar citando a Capricho, e que a capa era a Yasmin Brunnet, que, na época, tinha 14 anos e, depois ele falou que hoje (lê-se 2003), o filho dele, Antônio (consequentemente, Prata), "ocupava" a última página. Antônio Prata, pai da Liliane Prata. Logo o Mário Prata é avô da Liliane prata, concluindo, eles são sim, parentes.
Porra, que lindo. Três gerações de cronistas. Será que quando eles preenchem alguma ficha pra alguma coisa eles colocam no lugarzinho da profissão "cronista"?
Será que, se um dia, eu for cronista, num outro dia, se eu tiver filhos eles também vão ser cronistas?
Essa espectativa toda é um delícia. Ainda mais quando você, na aula de Português interpreta uma crônica do Jô Soares, ou tem que ler uma do Fernando Sabino. Ah, que tesão!
É tão bom ser obrigada a fazer uma coisa que você sempre fez.
Fica melhor ainda quando você quer fazer isso o resto da vida!
Fica sensacional quando você só tem 15 anos, é egocentrista, e adora falar de você, da sua vida, dos seus amigos.
Fica sensacionalíssmo quando as pessoas gostam de ler o que você escreve.
Não sei se você que está lendo quer fazer tanto uma coisa quanto eu quero fazer isso. Como diz minha mãe, sou sonhadora demais, muito instável em relação às coisas que eu quero, e eu só me sinto bem escrevendo sobre meu mundinho egocentrista, egoísta, e todas essas coisas. Meu pai concordou, ele que completou dizendo "egocentrista" e "egoísta" de mim e do meu mundinho. Horrível.
Como eu ia dizendo, se você quer fazer muito uma coisa, tomara que amanhã você ainda queira fazer. Além do mais, estalbilidade é uma coisa muito bonita, coisa que geralmente eu não tenho. Ultimamente, venho andando tão instável, que, sexta feira eu amava o Samuel, mas hoje, quarta, que aliás, é nossa quarta quarta feira juntos, eu nem dei bom dia pra ele, e ele deve estar querendo me capotar numa hora dessas. E enquanto sexta eu me preocupava muito com isso, hoje, eu nem ligo. Olha que faz muito pouco tempo.
Me sinto idiota por isso, mas, com certeza, muito menos idiota do que ele (hoje).
Hoje estou preferindo exercer meu egocentrismo, meu egoísto, e manter meus pezinhos bem longe do chão. Além do mais, são só quatro quarta feiras. Muito menos que 15 anos, muito menos do quanto eu vou viver, nem é tão importante pra mim (hoje).
Mesmo que amanhã eu ame o Samuel pra sempre, queira fugir pra ver o Luís ou até mesmo com o Sérgio, espero querer escrever sobre isso.
E cá pra nós, instabilidade combina muito bem com esse tipo de coisa. Coisa, essa coisa de escrever.
Ou não, sei lá.
Talvez amanhã eu mude de ideia. Daqui dois anos, quem sabe.
E a crônica dois beijos é bem legal.

25/05/2010

Lisonjeamento Ceriano

Olha, preciso de dizer que estou com um problema sério com responsabilidades, hábitos e, principalmente, com complexos.
Fazia mais de uma semana que eu não aparecia por aqui, e queria pedir desculpa à vocês.
Mas de qualquer forma, tenho um belo motivo pra postar aqui no blog. Não que a minha Conspiração Vital não seja mais, é que estou com uma dificuldade enorme em tranformar as coisas que eu venho sentindo ultimamente em palavras.
Primeiro, eu quero agradecer à Mona (posso te chamar assim?) do blog A Hora da Estrela, que é um blog lindo, com textos lindos, e a dona dele é super, mas super simpática.
E também à Bia, do blog Biacentrismo, que voltou à ativa faz pouco tempo, mas eu e a Bia já somos amigas à muito tempo - quase um ano!-, tudo em virtude do Conspiração Vital.
Agradecer pelos selinhos lindos que elas deixaram pra mim. Nunca liguei muito pra esse tipo de coisa, mas eu tenho que me acostumar. Sinceramente, estou lisonjeada.
Esses primeiros, quem me deu foi a linda da Bia:
O que é mágico para você ?
Mágico pra mim é estar com meus amigos e com a minha família, enfim, com quem eu amo. É simplesmente maravilhoso poder dividir com eles o que eu sinto, o que eu penso, e também ouví-los. Para mim, não tem nada mais mágico que um almoço de domingo, um abraço cheio de saudade depois de 5 meses em Sete Lagoas, um beijo debaixo de chuva, rir da cara do meu exnamorado, do Samuel, querer muito odiar o Sérgio, tentar tocar violão.
Não, calma, isso tá errado.
Mágico pra mim é viver.    (tosco, oi.)


O que te faz sorrir ?

Depois de tudo o que é mágico pra mim, o que me faz sorrir, é Lua cheia, café, cabelo com brilho, All Star novo, a voz do Samuel, conversar com a Rúbia, com o Ramon e os meus outros amigos Sete Lagoanos, ir pra Lagoa, olhar nuvens e ganhar selinhos, we. HAHA









1- Qual foi a maior bobagem que você já fez ?

Não sou muito boa com arrependimento. Posso ter feito alguma bobagem, mas tomei tudo como apredizado. Logo, não foram bobagens. entendeu?

2- O que os outros consideram bobagem e você não?

Ainda acho a parte de "bobagem" relativo. Por mais que eu ache algo "banal" para as outras pessoas talvez seja importante,;sempre tem alguém com quem você pode compartilhar esses gostos, e é isso mesmo que une as pessoas. Agora não consigo pensar em algo que eu goste sozinha, que eu ame sozinha, e que ninguém mais goste ou ame, que ache bobeira.

E esse, quem me deu foi a Mona.

Como que pelo blog da Bia eu teria que escolher 6, e pelo da Mona, 10 blogs, eu vou colocar 10.
E os blogs são:
Bom, 8 serve?
Enfim, pretendo postar algo mais útil amanhã. Obrigada, gente.

16/05/2010

Ceres Sete-Lagoana

-Oi, quero te conhecer. - diz o cara, e pega na minha mão – Qual é o seu nome, morena?
- Ceres. (sim, eu sei que ele não entendeu.)
Ele chega perto, e me dá um beijo na bochecha. Sinceramente, eu não ia perguntar o nome dele, porque eu não fazia questão. E ele, se estivesse tão preocupado em saber meu nome, ele tinha perguntado de novo; porque não, ninguém NUNCA entende de primeira. Por isso que agora até eu mesma me denomino “morena”.
E então, ele me dá outro beijo na bochecha. E na outra. E na outra de novo.
Até que eu virei de costas e saí andando.

Puta merda, mas que saco.
Aquele era o nº 18, eu acho. O décimo oitavo garoto que mexia comigo na mesma festa, o décimo oitavo que eu não me interessara.

- Ceres, aquele ali, de camisa azul, ele quer fazer parceria.
Parceria ? Que diabos eu estou fazendo aqui, pelo amor de Deus!

E eu ia, andava, levantava um pouquinho a perna, por causa do salto, ria um pouquinho, e até me deu vontade de dançar. Forró, sertanejo.
Afinal de contas, eu precisava me enturmar.

- Não, Ingrid, não, sem essa de parceria, que isso.
Ingrid sái, e vai falar com o dito cujo, que deve ter sido o décimo, por aí.
- Ceres, ele te chamou de playboyzinha, que ele nem sabe o que você está fazendo aqui, maior metida. Feia pra caralho.

Pois é, Ceres. Playboyzinha. Playboyzinha.
Essa é nova. E eu sou tão feia que ele queria me beijar. Bom. Isso quer dizer que os garotos daqui (34, pra ser mais exata), preferem as morenas, metidas, feias e playboyzinhas.

- Que foi, Roberto?
- Cé, lembra aquela calça apertada que eu tinha?
- Lembro, Roberto.
- Então, eu vou na festa hoje com uma mais apertada que aquela. Você vai?
- Ah, não sei, se o Léo for...
- Tá bom, chama ele então pra vocês irem.
- Beleza, Roberto.

Bom, eu fui à festa por conta do Roberto. Por conta no sentido de ele ter me chamado. Ele me vigiou a festa inteira, pelo o que eu sei não ficou com nenhuma garota. Vai ver que é porque toda vez que ele ia conversar com uma, ele tinha que ficar vigiando pra ver se eu estava olhando, e morrendo de ciúmes. Coisa que eu não fiz.

Número 30, 31, 32...
- Não.
- Neeem, fala pro seu amigo que eu to muito ocupada coçando meu pé agora.
- Eu sou seu sonho, é? Então vá dormir!

Por que, cara, por quê?
Por que nenhum daqueles 34 garotos eram o que eu quero?
Por que toda vez eu tinha que contar até 10 e falar “Samuel, Samuel!” em voz alta ?
Por que eu me obrigo a ser tão idiota?
Por que que ser sete-lagoana é tão, mas tão difícil?

Só porque eu sempre fui apaixonada pelo Sérgio?
Só porque eu estou ficando com o Samuel?
Só porque agora eu moro em Sete Lagoas?

É tão difícil entender que isso tudo não é culpa minha?
Então porque que a pior parte fica pra mim?
De que adiantava 34 se eu só quero um?

Não, eu ainda não consegui trocar de pizza preferida.

Sou uma garota sete-lagoana e frustrada.
Sou uma morena dos sonhos do nº 26.
Sou uma apreciadora de pizzas belo-horizontinas.
Sou uma idiota.

É difícil esconder desespero, desculpa.

12/05/2010

Analogia da Pizza


Pensar em tanta coisa ao mesmo tempo é normal? Se for normal, por favor, me perdoe por estar enlouquecendo.

Preciso lembrar que acho que estou começando a querer me esforçar para fazer alguma coisa. Primeiro porque não fazer exatamente nada interfere na produção de colágeno, e não, não quero que a gravidade não fique ao meu favor, mesmo porque, eu só tenho 15 anos.

Segundo, é que eu acho de suma importância que eu – pelo menos, eu - seja feliz. É. Feliz. E, por mais que eu já tenha passado (gasto, jogado, ou qualquer outro verbo desse gênero) dois anos da minha vida me “doando” por uma mesma e nada justa causa, acho que agora é hora de dar um basta nisso.
Não, eu não disse que seria fácil, muito menos rápido.

Isso tudo consiste numa técnica, ou, se preferir, em pura sorte. E toda sorte só existe de braços dados com o esforço. É como se fossem um casal: um não existe sem o outro. Contudo, podemos concluir triunfalmente que sim, eu (e todos que quiserem um conselho, mesmo que seja meu) precisamos de um esforço. Queremos sorte, certo?

Então, teremos que nos esforçar. Eu tenho que me esforçar. E é exatamente isso que eu vou fazer.
Posso começar me apaixonando perdidamente pelo Samuel. Esse pode ser meu segundo objetivo, porque o primeiro, claro é não olhar tantas fotos do Sérgio. Aliás, eu observei uma coisa em comum com garotos belo-horizontinos envolvidos de forma amorosa comigo. E todos praticamente têm a mesma história que, se entrelaçam. Isso é outra coisa que vem me levando vagarosamente pelo precipício da loucura.

Enfim, essa tal coisa que eu observei foi a seguinte: eu Ceres, me apaixono. Eles, garotos ajudam e praticamente me obrigam a fazer isso (não vou citar nomes, mesmo porque, não precisa). Preciso frisar que é impressionante o poder deles de fazer isso comigo. Ou gostam de Coldplay, ou têm pernas, queixos, cabelos e palavras espetaculares. E claro, com muito sensacionalismo e exagero. Depois de um certo tempo; que pode ser denominado dia ou, no máximo, semana, eles simplesmente somem. Me deixam, ao léu, sozinha, triste, abandonada e chorosa.

E assim eles faziam: alternando. Primeiro um, e quando o outro reparava que eu estava prestes a contar pra minha mãe que eu estava apaixonada, ele combinava com o segundo. Aí o primeiro sumia, eu chorava, o segundo aparecia, e assim ia. Sim, eu me apaixonava fácil, e muito rápido.Esse é o “apaixonar entre aspas”, fogo de palha, coisa de gente boba, que,aliás, é um delícia.

Tipo, primeiro eu só gostava de mussarela e calabresa, ai depois que eu comecei a apreciar à moda, à portuguesa e às vezes catupiry, essa coisa de dor de coração diminuiu. Agora que eu estou retratando o meu sofrer super esforçado, cheguei à conclusão de que talvez esses mineiros maldosos tenham um complô contra mim, mas eu nem ligo.Depois que eu vim pra cá, comecei a me interessar por outros sabores, sabe? E às vezes mussarela e calabresa ainda vêm com a frase: “Ceres, desculpa, eu fui um burro, joguei muito tempo fora em relação à você.” Aí eu digo: ”Pois é, (nome do sabor correspondente), eu, agora, não posso fazer muita coisa. Se você fosse menos burro, agora nós podíamos estar fazendo 1 (ou dois) anos de namoro.”(Lembrando que a duração do namoro hipotético corresponde ao sabor).

Sabe o que eu faço depois? Invento um outro sabor pra gostar. Por mais que seja difícil trocar de sabor preferido, assim, na hora que quer, é até bem divertido. Já disse que eu adoro analogias? E pizza também, claro.


06/05/2010

Verbos causadores de esforço, não.

Tirando a parte que eu tenho me sentido uma gorda sedentária ultimamente, as coisas estão indo bem.
Minha calça jeans preferida tá larga na bunda, e minha mãe disse que, se eu continuar atoa do jeito que eu estou, e emagrecendo desse jeito, vou ficar pelancuda antes dos quarenta, e isso sim é uma coisa terrível. Então cheguei à conclusão de que preciso de arranjar alguma coisa pra fazer.
Porra, que dor de cabeça é essa que eu estou sentindo agora, que isso.
Sei lá, pode ser arranjar um remédio pra tomar por causa dessa dor de cabeça, andar de bike, dar volta na lagoa de tarde, e hoje mais cedo, enquanto eu pensava nisso, eu só consegui levantar do sofá pra ir fazer compras com a minha mãe.
Quando eu cheguei em casa, eu descobri que a forma mais fácil de conseguir felicidade que eu tenho ao meu alcance é um saco de 66g de Fandagos. E quer saber? Essa felicidade que o Fandagos pode me proporcionar é totalmente instantânea, e depois do ultimo salgadinho vou ter vontade de chorar, de tanta dor na consciência.
É, eu estou assim. Como, tomo, digero e depois me dá vontade de morrer, porque eu vou ficar uma gorda. Sim, eu estou ficando doente, doida, sei lá.
Eu tenho que admitir que outras coisas me proporcionariam uma certa felicidade mais duradoura; isso claro, depois de muito esforço. E esforço está fora de cogitação agora.
Aliás, o esforço vai depender do resultado.
Tipo assim, depois de ter sonhado dois dias seguidos com o Sérgio, eu estou convicta (mais um pouco, se é que isso é possível) que se eu estivesse em BH numa hora dessas eu fugiria pra vê-lo.
O verbo FUGIR, diga-se de passagem, exige esforço. E claro,tudo isso é só uma suposição. (ironia)
E, agora, eu não consigo pensar em outro esforço que eu seria capaz de exercer. Não, estudar não conta.
Então o que eu vou (posso e quero) fazer é: levantar da cadeira, abrir o armário, pegar o meu saquinho de 66g de Fandangos (sorte minha que não é o tamanho família), comer, comer, comer, chorar, chorar, e chorar; ir pro banheiro, chegar na frente do espelho, levantar a blusa, pressionar a região abdominal com o indicador e o polegar, fazer uma cara de nojo. Depois abaixar a blusa, olhar a minha espinha que está deformando o meu rosto, passar pomada de própolis nela (de novo, pra ver se ela some), soltar o cabelo, prender o cabelo, trançar o cabelo, e acabar deixando ele solto, parar de novo, rir bastante pro espelho, extravasar a minha felicidade (não) odontológica, apagar a luz, talvez estudar pra prova de geografia, deitar, dormir, dormir, e acordar e fazer tudo de novo. A única de diferença é que amanhã de manhã talvez não tenha Fandangos, e eu vou usar maquiagem.
O que eu quis dizer que eu estou presa à minha rotina sem esforço.
E não vem me lembrar da existência do Samuel não, porque eu não esqueci dele, nem dos beijos com certa frenquência, durante cinco horas por dia, cinco dias por semana, aleatoriamente, sem compromisso, sem sonhos e, principalmente, sem futuro. Eu podia até fazer um tag "Samuel", mas não, desocupar meu coração pra ocupar de novo é uma oração com dois verbos que me causariam muito, mas muito esforço. Sem falar que eu não quero, não quero mesmo. E enciumar, por mais que não necessite de tanto esforço assim, ainda mais nessas condições nas quais nos encontramos, não é uma coisa que eu queira fazer, não mesmo. E que isso fique bem claro.
E quer saber? Gostar tanto de você assim já faz parte de mim, nem me causa esforço. Eu não gostando de você seria eu com algum problema psiquiátrico muito sério.
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