14/06/2012

Transição!


Não sei se todo mundo sabe, mas sou adepta da escova à 12 anos. E eu tenho 17.
Sempre fui uma pessoa muito autocrítica e que se enche de defeitos, é assim desde que me conheço por gente. Hoje em dia sofro com ponta dupla, com raiz inchada, com secador, com chapinha... e juro que fico me perguntando o que tinha de tão errado com meu cabelo que com 5 anos de idade a minha mãe resolveu deixar ele liso. E o pior é que a culpa não foi dela. Era eu quem reclama, que achava feio.

Hoje entrei no facebook, e estava marcada em um link com o seguinte vídeo:




 

E ele me tocou bastante, porque eu sei, que no fundo, além de desgostar do meu quadril, das minhas coxas, eu também desgosto do meu cabelo cacheado (que aliás, eu nem lembro como é), e o escondo.
Não é que eu não goste de ser negra. Minha cor é linda... mas nem sempre achei isso.

Talvez um dia eu supere essa coisa de cabelo do mesmo jeito que eu superei essa coisa de pele. Devagarinho, e aprendendo a gostar. Sendo confiante. 
Sou fascinada por cachos, e por quem os assume, também. E quero mesmo um dia me amar o suficiente para fazer isso.

Fico namorando meu cabelo molhado, com três dedos cacheadinhos perto da raiz... e meu coração aperta.
Vou continuar criando coragem, bem devagarinho, para um dia ter meu cabelo de volta.

Enquanto isso queria dizer que você, Zina, e todas as meninas que conseguiram fazer isso, que vocês têm uma fã.





Não é só uma questão política, de movimento. É questão de se aceitar e se amar, simplesmente.

(E essa sou eu, quando ainda não ligava pra essas coisas.)

3 comentários:

  1. Por conta de um padrão pré estabelecido pela sociedade, nós mulheres negras crescemos com a ideia fixa de que temos que nos adaptar à realidade que não é a nossa!
    Comecei a alisar o cabelo aos 12 anos e virei escrava da chapinha aos 14. Desde então também tenho que conviver com os males que acompanham esses processos químicos e físicos.
    Acho lindo cabelos naturais, soltos, esvoaçantes, mas por medo dos julgamentos prefiro continuar com a labuta semanal de escova e prancha! Quanto ao quadril e as coxas grossas, também não gosto, mas estou aprendendo a conviver, rs.
    Acho que o importante é se sentir bem com o que se tem. E se isso não é possível, é preciso buscar as mudanças necessárias!
    Lindo vídeo. Lindo post!

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    1. É Irene, estamos no mesmo barco, viu.
      Obrigada pelo seu comentário, somou bastante.
      E que bom que você gostou do post! <3
      Beijos

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  2. Incrível.
    E pensar que muitas pessoas ainda acreditam que não são escravas da opinião e dos julgamentos das outras pessoas.

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