05/09/2012

Juventude revolucionária: os novos anos 10 e o futuro

( Este post é o último de uma série sobre o comportamento juvenil cultural ao longo das décadas; você pode conferir seus antecessores no link da tag Juventude Revolucionária )

Finalmente chegamos ao fim da nossa série de posts sobre os jovens ao longo das décadas. Começamos falando sobre os anos 50 e sua incessante busca por felicidade e conforto, que acabou causando progressos socioculturais, incluindo o surgimento do rock'n'roll. Entretanto, isso acabou gerando um senso comum sobre o que a sociedade queria ser e isso acabou revoltando os jovens das décadas seguintes, gerando a contracultura no final dos anos 60. Falamos um pouco sobre os hippies e as discotecas dos anos 70 e o new wave e o pós-punk dos anos 80: jovens que queriam curtir e se divertir, fugindo do senso comum, e ao mesmo tempo lutavam pela igualdade. Chegamos então ao grunge, que foi a última herança de tal época, abrindo as portas para os anos 90, década em que finalmente os videogames e computadores pessoais começaram a se popularizar, surgiam as boybands e depois as bandas de pop punk que enfrentavam o novo milênio. O mundo começa então a girar em torno dos sites e popularizam-se as redes sociais, junto com o emocore. E assim chegamos aos novos anos 10, cujo sobre o qual podemos debater a partir de agora.


Por anos 10, entende-se o período de 1 de janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2019: entretanto, um movimento e principalmente uma geração de comportamento juvenil não se inicia da noite pro dia, como vocês devem ter compreendido nos posts anteriores. Um movimento geralmente é iniciado no início da década anterior, atingindo seu auge na década em pauta. Mas qual seria o movimento jovem dessa década que estamos vivendo? Seria cedo para falarmos nisso? Vamos então a uma pequena retrospectiva dos últimos anos.









Pois bem, logo no instante em que os emos coloridos tiveram sua ascensão contra o emo "tradicional", começava a aparecer na mídia também uma quantidade considerável de artistas pop: Katy Perry, Ke$ha, Lady Gaga, etc. E foi nesse clima que entramos em 2010, o pouco de rock que havia perdendo espaço e o pop dominando cada vez mais as paradas. Há quem diga que nunca na história da música se fabricou tantas "divas" quanto atualmente, com a consagração não apenas das cantoras já citadas como ainda de Rihanna, Beyoncé, Britney Spears (sim, eu sei que as três já faziam sucesso mesmo antes do pop dominar o mercado), Nicki Minaj, Adele e mais recentemente Lana del Rey.









O foco do mercado agora está não apenas na internet como principalmente nas redes sociais: ninguém mais precisa se acostumar ou se preocupar com o Google ou com o Youtube, elas são empresas que simplesmente dominaram tudo – ou você convive com elas, ou você não se adequa à sociedade. Há noticiários que se baseiam inclusive unicamente no que estiver sendo sucesso nas redes sociais. Isso tudo porque é onde todos nós estamos, o tempo todo. O próprio telefone celular já está perdendo espaço: cada vez mais e mais pessoas adquirem smartphones, que são, de certa forma, celulares com internet e aplicativos, obviamente utilizados a maior parte do tempo para qualquer coisa, menos atender ligação. A própria “internet” já se atualizou e não se fala mais tanto sobre ela: o acesso à rede sem fio muitas vezes gratuitamente (rs), que chamamos de wi-fi, tem dominado cada vez mais o mercado.






Tá, falei então sobre a música e a tecnologia atuais, mas e o jovem? Neste post é infinitamente mais arriscado do que em todos os anteriores dizer qual o “perfil predominante” ou “o estereótipo” do jovem atual, porque ainda mal começamos a década. Entretanto, eu particularmente vejo uma relação curiosa entre essa nova explosão do pop, essa “ditadura” da internet e a dominação das redes sociais e essa enorme corrida tecnológica que se vê ao redor do mundo com um determinado movimento juvenil cujo sobre o qual tenho ouvido falar cada vez mais nos últimos tempos: o hipster. Não sei se todos vocês já ouviram falar ou sabem o que é, mas é um tipinho bem predominante pelo menos no centro daqui de São Paulo. Eles são tachados geralmente como pessoas cujo maior objetivo é “fazer algo diferente e extravagante” e como alguém cuja vida gira bastante em torno das redes sociais e de querer chamar atenção.








Acho tudo isso rótulos bem preconceituosos, e por isso mesmo postarei na próxima semana explicando a origem e o que é todo esse movimento hipster (lembram que a origem do termo eu já expliquei no post sobre os hippies? Se não se lembra, acho digno reler). Espero que vocês gostem, afinal, esse foi o último post da nossa série sobre os jovens das últimas décadas, cujo papel na sociedade foi crescendo cada vez mais conforme o crescimento da urbanização e, principalmente, da globalização. Eu particularmente aprendi bastante e adorei escrever e editar cada um desses posts, e espero que vocês tenham gostado. Se quiserem, aceito que vocês comentem abaixo o que acharam <3 Até a próxima.




(ps- escolhi o videoclipe de Telephone porque, na minha opinião, marcou bastante essa "volta do pop" e também as características que vieram a marcar por alguns anos: os artistas com visuais excêntricos, videoclipes mais compridos e com alguma história, etc. Antes da "explosão" de Telephone tudo isso estava obsoleto, e por isso acho justo colocá-lo como referência pelo menos ao início dessa década.
                 Já o segundo videoclipe eu fiquei muito tempo pensando até que por fim decidi botar Someone like you da Adele mesmo pela música ter sido um sucesso igualmente gritante e de certa forma se contrapôr ao pop que estava/está sendo feito.
                O terceiro vídeo, entretanto, não tem necessariamente a ver com essa década, mas pega um pouco do período dos primeiros posts da série: é a abertura do filme Watchmen, com "The times they are a-changing" do Bob Dylan, no qual é feita uma releitura de cenas famosas do período pós-guerra que acredito que muitos de vocês reconhecerão: a foto do soldado beijando a enfermeira nas comemorações do fim da Segunda Guerra Mundial, o assassinato de John Kennedy, o movimento hippie, Neil Armstrong pisando na lua, etc.; infinitamente emocionante e inspirador, e tem a ver com a ideia dos posts que deixei para vocês <3)
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