20/09/2012

morr(eu)


Essa noite sonhei com você. Que sorria fechando os olhos, como faz quando está extremamente feliz. Coisa que eu já não via mais. Quanto acordei estava convicta de que tudo está como deveria estar, apesar do modo como ocorreu. 
Hoje ainda falamos em respeito, consideração... mas tudo depende de nosso ponto de vista, de nosso coração, de nossa dor (ou a falta dela). Você fala exatamente de liberdade, da falta de felicidade, e que não valia mais a pena. Fala que à um mês já não estava bom. Fala que simplesmente não quer mais tudo o que expectamos. Já eu falo de como as coisas iam andando, apesar de tudo. Falo que acomodamos. Falo do que confinamos esses anos, do que combinamos: que se um dia isso acontecesse, contaríamos um ao outro, sem mágoa. Mas esqueci de que você não faz promessas.
Nesse tempo, muitas vezes, pensei: "Seríamos ótimos amigos!", mas logo afastava a ideia, porque parecíamos felizes daquele jeito. E estávamos (com o sorriso, os olhos fechados e tudo). Mas talvez, se eu dissesse, você concordaria. Já chegaram a nos dizer, desde o início, que isso aconteceria; mas mesmo assim, tentamos.
Entendi, que na verdade, não estávamos amadurecendo... estávamos morrendo afinal. E você enxergou primeiro. Sabe, eu devia esperar que fosse da forma que foi, pelo tanto que te conheço. 
Nunca vi você tão seguro de algo. E espero que esteja mesmo. Porque assim sinto que todas as mudanças que nos cobramos, aprendemos, finalmente. 
Continue correndo atrás do que você quer. 
Eu também estou indo, só que para o outro lado.
E a solução, meu jovem, foi a solidão de nós.


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