18/09/2012

Segredo de Liquidificador

Tudo começa sem (muita) pretensão: agrados, telefonemas, conversinha ao pé do ouvido, beijo devagarinho.
Isso rende por algum tempo, até que se descobre o carinho nas costas, no cabelo, barba roçando no ombro e essa coisa de ficar com o corpo grudado demais, o tempo todo.
Aí se decide, em um átimo, que precisam ficar juntos.
Quando dão por si, fizeram uma montanha de roupa ao lado da cama; e, nesse patamar, um sente o perfume do outro no ar, no travesseiro, na própria pele. Assim, com tanto cheiro e pele juntos, são simplesmente, um com o outro, o melhor refúgio do mundo.
Compartilham choro, vela, fita amarela, todo dia, e o resto da vida. 
Só que o tempo passa, e de repente, não tem mais graça. Seguram tudo, mas tudo mesmo só com um dedinho. Dói para um lado, dói para o outro. Um lado caí. O outro também.
E nunca mais se encontram. E fim. Assim.

6 comentários:

  1. Amo o jeito que você escreve, fica assim tão natural, eu até sinto também *-*

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    1. Obrigada, minha linda. Me sinto importante com seu comentário.

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  2. Amo o jeito que voce escreve, tao incrivel como sempre sei quando é voce que escreve. Suas palavras sao unicas. Te acompanho desde 2010, se nao me engano, ou algo assim, e sempre encontro um pedaco (teclado sem cedilha) de mim em seus textos.

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    1. Estou feliz com seu comentário, Maria. Feliz mesmo. Espero te reencontrar aqui. Beijos.

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  3. Lindo seu texto, Ceres. Concordo com os comentários acima, é muito gostoso te ler.
    Achei triste esse final de não ter mais graça. Espero que a minha história seja sempre divertida.

    Estamos falando de fotografia lá no blog:
    http://mentesolvente.blogspot.com.br/
    se você quiser, participe da nossa discussão!

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    1. Sua história sempre vai ser divertida, Mona. Vai sim (:
      Obrigada!
      Beijos

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