28/01/2013

Kerli feat. aniversário de São Paulo


Em 2009 um amigo meu me perguntou se eu já tinha ouvido Kerli, disse que talvez eu gostasse. Me mandou o videoclipe de Walking on air e eu me apaixonei. Baixei inteiro o único álbum dela até então, Love is dead, que acabou sendo uma das trilhas sonoras do meu período 2009-2010. Meses depois foi lançado Tea party, o single dela para a versão do Tim Burton de Alice no País das Maravilhas, o que a revelou para um número muitíssimo maior de pessoas. Como o tempo foi passando e a Kerli raramente tinha novidades e eu fui descobrindo artistas novos, a frequência com que eu passei a ouvir as músicas dela foi sendo cada vez menor.

Para quem não sabe, sexta-feira (dia 25) foi o aniversário da cidade de São Paulo. Eu ia ao teatro mas quando já estava pronto para sair levei bolo. Automaticamente entrei em contato com meus amigos e combinamos de nos encontrarmos por volta das 16h no Terminal Sacomã para irmos para o Anhangabaú assistirmos o show do Criolo. Como o Sacomã não é tão longe assim da minha casa e meus amigos sempre se atrasam, por volta das 15h fui para o computador. Eis que vejo no Facebook a notícia de que a Kerli estava no Brasil e, fuçando rapidamente aqui e ali, descobri uma notícia maravilhosa: ela estaria às 16h na praça Alexandre de Gusmão (na Alameda Santos, atrás da Avenida Paulista) vendo os fãs e tirando fotos com eles e tudo o mais. A Avenida Paulista fica a uma hora e meia de distância da minha casa (de transporte coletivo).

O que eu fiz? Saí correndo de casa. Todos os lugares aqui no meu bairro que recarregavam bilhete único estavam fechados e eu tinha apenas doze reais. Seis reais foram embora só pra eu poder chegar até a Paulista (três do ônibus e três do metrô), onde eu finalmente consegui recarregar meu bilhete. Mandei mensagem pros meus amigos dizendo que só os encontraria no show. Cheguei na praça. Não estava muito cheia, devia ter umas cinquenta pessoas. Esperei, o único sozinho naquele bolo enquanto cada vez mais gente chegava.

Pouco depois das 16h30 todo mundo sai correndo e eu sigo o fluxo. A Kerli estava parada na frente de um hotel tentando atravessar a rua, usando um salto plataforma que a deixava da minha altura. Super calma e natural, ela mandava o pessoal (que ficava segurando ela e tudo o mais) se acalmar e voltar pra praça pra podermos nos organizar. O inglês dela é perfeitamente compreensível, e eu não sou dos melhores em inglês!

Daí é instaurada a bagunça. A Marimoon brotou do chão e ajudava os assessores (?) da Kerli a organizar uma fila para fotos e autógrafos e tudo o mais. Para minha sorte eu estava entre os primeiros (mesmo assim tive que furar fila porque a mesma não andava); para o meu azar, estavam dando CDs e um papel enorme com uma foto linda dela e eu não consegui pegar nenhum dos dois, fiquei com um bottom de consolo que deram depois apenas. Todo mundo pediu pra ela autografar os CDs e o papel e eu não tinha o que autografar, aí começa o bullying.

Tirei foto do garoto que tava na minha frente pro mesmo e há alguns dias descobri que o tenho no Facebook não sei desde quando. Logo em seguida uma garota chamou a Kerli e eu não ouvi e fui logo abraçando a mesma, que virou pra garota e disse "oh sorry, you're next". Pedi pra uma garota tirar foto nossa e daí chegou o terrível momento em que pela primeira vez eu testaria minha capacidade de conversação em inglês. E isso ocorreria com um ídolo. Logo descobri que não existe inglês quando se está tentando se comunicar com um ídolo.
 Isso resultou no meu autógrafo ã, no mínimo original. Eu tentando dizer pra ela autografar meu braço porque eu não havia ganhado nenhum brinde, apontando e dizendo "ã i got nothing so..." daí ela começou a escrever "i got nothing", parou e perguntou "i got nothing? this is because of some song?" (ou algo assim, quem for melhor em inglês e quiser me corrigir eu aceito, porque eu não entendi muito bem o que ela disse, até porque primeiro eu havia entendido "this is because of MY song?" e entrei em desespero, só fui refletir sobre a frase depois obviamente); eu me enrolei todo, um garoto e uma garota tentaram me ajudar a traduzir o que eu queria dizer pra ela mas eles também não sabiam como até que de alguma maneira mágica o assessor dela (que não falava português) entendeu, explicou pra Kerli e me deu um bottom de consolo. Ela super linda disse "aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah sorry sorry ):" e escreveu o nome dela embaixo. Isso explica o fato de uma cantora estoniana ter escrito no meu braço a frase "eu não tenho nada".

Mas isso foi ótimo e uma história que com certeza contarei pros meus netos, se eu os tiver. Se não tiver saio contando por aí pros pombos das praças. O importante é que nada se compara a, no meio de muitos (pois o número de fãs aparecendo crescia a cada minuto na fila), ser um dos poucos que "conversou" mesmo que por apenas um minuto ou dois com uma daquelas artistas exclusivamente Minhas. E ela olhando com aqueles olhos verdes nos meus. E de graça. Isso vale mais do que qualquer CD que eu poderia ter ganhado.

Bom, é isso gente. Me perdoem se não tiver sido um post interessante e também por não poder detalhar direitinho sobre os bairros de São Paulo e suas localizações e tudo o mais, mas isso é confuso mesmo pra quem mora aqui. Acho que poucas pessoas saberão calcular a distância e os milagres que fiz pra me locomover entre os lugares mas mesmo assim achei necessário comentar para poder ter uma descrição um pouco mais detalhada de tal acontecimento. Mesmo assim, espero que tenham gostado (eu particularmente adorei) <3

Um comentário:

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