29/04/2013

Apaixone-se por Woodkid


Meses atrás eu estava dando uma fuçada básica no Facebook da Lana del Rey quando vi que ela havia postado um vídeo dizendo algo do tipo "que coisa linda que o Yoann fez" (já não me recordo com absoluta precisão as palavras exatas). Supondo que ela se referia ao Yoann Lemoine, diretor dos maravilhosos videoclipes de "Born to die" e "Blue jeans", fui conferir, e era o novo videoclipe do novo projeto dele.


Yoann Lemoine (que também dirigiu "Teenage dream" da Katy Perry e vários outros videoclipes apaixonantes) assume então o pseudônimo de Woodkid e decide lançar suas próprias músicas, que são verdadeiras obras de arte não apenas na minha opinião como também na da Dior que, inspirada no videoclipe de Iron, lançou sua coleção de outono/inverno de 2013 (chamada "a soldier on my own").

Embora tenha sido até indicado ao Grammy, infelizmente Woodkid parece estar assumindo essa sua nova pegada meio sorrateiramente, tendo em vista que encontrei muito pouca coisa falando sobre ele na internet -- na verdade o único artigo confiável que encontrei era em inglês. O que me inspirou a falar sobre ele na verdade foram duas notícias que chegaram a mim atrasadas mas que, se tratando de um trabalho assim tão bom, nunca é tarde pra divulgar: o lançamento do videoclipe de "I love you" e de seu primeiro álbum, "The golden age" em março desse ano.

Os três únicos videoclipes do Woodkid ("Iron", "Run boy run" e "I love you") têm uma pegada meio épica (quem curte Senhor dos Anéis, Harry Potter e coisas do tipo como eu, creio que amará) e são continuações uns dos outros (embora eu ainda não tenha conseguido entender a história que se passa entre eles exatamente, caso seja para entender), o que é outra coisa que amo (uma das razões de eu ter sido viciado em My Chemical Romance anos atrás é que cada álbum deles -- do primeiro ao terceiro apenas -- tinha uma história por trás, tipo um conto, para quem não sabe).

Bom, ficaí a dica desse artista enigmático, fantástico e fascinante que espero que ainda lance bastante coisa para nossa apreciação. E vocês, o que acharam?

27/04/2013

Olhos natalinos

Porque os sonhadores sempre me encantaram mais. Eles têm uma aura mais volante e celeste, que faz parecer que os anjos se comunicam por ela. Porque sonhar é como estar no céu, e quando se encontra um sonhador de verdade, se encontra um verdadeiro anjo.

Porque os seus olhos são os mais lindos que eu poderia encontrar na face da Terra, e não estou dizendo isso por clichê. Eles não são azuis como o mar ou verdes como esmeralda, mas algo melhor. Porque eles são castanhos e porque o Natal é a época mais linda do ano e nos faz lembrar de quando éramos crianças. Porque seus olhos são da cor de uma noz natalina, que faz com que eu me encontre em forças que eu mesmo desconhecia em mim. Que faz com que eu me sinta jovem novamente.

Porque eles são tão belos e frágeis que dá medo de chegar muito perto e estilhaçá-los. Porque eles guardam segredos que eu sei que talvez não goste. Porque você simplesmente não entende essa minha infantilidade repentina. Porque você é ainda mais do que eu esperaria pra mim, e eu juro que se isso não acabar em guerra, poderia até me casar contigo. Seríamos como Kurt e Courtney, só que quem partiu pra nunca mais voltar foi você.

Por isso, e só por isso.


26/04/2013

Seu nome


Se tem algo que soa bonito, é o seu nome. Nome e sobrenome. Mais bonito ainda é o cheiro que você tem. Aquele que eu sentia atrás da sua orelha e pescoço afora... só pra desenhar com o nariz o seu contorno e morrer na sua boca. Quando ressuscitava - só para morrer de novo - eu via no escuro seu sorriso simétrico e os seus olhões fechados para mim. 

Chego no seu ouvido para repetir, pela milésima vez que quando te vi, te quis para mim. Explicar que tive parâmetros o suficiente para ter tanta certeza. Dizer que sempre fiz questão de ter um amor cravado no coração. Sempre tão forte, para sair sangue - e um pedaço. Duvido que um dia você tenha entendido a gravidade do meu problema, mas foi assim com você... E agora acabou para eu poder fazer de novo. 

Mesmo assim serei para sempre um poço de romantismo. Seu poço. Só esperando seu pedido, naquela hora em que nada mais casa, encaixa, faz sentido. Aquela hora que você chora na estação, segura minha mão e não solta mais. Aquela que simplesmente não existe em relógio algum. Talvez ela nem exista, mas há um lugar em que guardamos tudo aquilo que fomos, e que nos aproximou. Nesse lugar eu acredito. É ele que mesmo perdido, faz tudo ficar bonito. É a explicação de que um dia foi certo. 

Dançamos com roupas combinadas debaixo de uma árvore enorme e olhares curiosos. Escrevíamos músicas sem rima e acordes difíceis para mim. Cantávamos juntos quando não tínhamos mais nada para fazer. Sujava seu all star para poder te beijar quando estava distraído, e é nisso, sem dúvidas, que eu acredito. Na existência de que ainda tem algo que soa tão bonito...

Playlist da Semana


Atualizando a tag com as músicas de amor que eu mais ouvi essa semana. Coisa de gente boba, sabe. Separei com muito carinho, espero que gostem!














24/04/2013

Moda Retrô


Sou uma pessoa extremamente nostálgica, e estou achando o máximo a moda lá na época da nossa mãe (ou da nossa avó) voltar com tudo! Como se não fosse suficiente, são coisas que estão muito presentes no estilo da maioria das meninas e estão se adaptando super bem às tendências recém nascidas!

Separei algumas tendências que ressuscitaram (ou simplesmente não morreram) do século XX, e que nós amamos! Quer saber quais são?


Sabe aquele dia bem frio que a nossa única vontade é sair de casa de pijama e enroladinha nos cobertores? Agora você pode adaptar essa vontade usando aquele seu moletom velhinho que você customizou. Isso vem do estilo grunge, à lá Nirvana, e hoje em dia não tem coisa mais glamourosa que isso. 

A ideia é usar com outras peças que quebrem a sensação de "acordei e saí", como as metalizadas, com pedraria... o que a imaginação mandar! A mistura de estilos com o moletom só tende a dar em coisa boa! Nesse link aqui você vai encontrar várias dicas de como usar o moletom da forma correta, e vai querer tudo pra você. só não usem moletom do piu-piu, por favor. na rua, não.


Customizem o moletom, meninas. Comprar ele bonitão é muito caro, rs.


No início todo mundo virou o nariz, e agora tá todo mundo mostrando a barriguinha. Nunca viram aquela foto antiga da sua mãe usando aqueles conjuntinhos e um cropped, tudo combinadinho? Pois é, só que o nosso é coisa chique, meu bem! Coisa de gente antenada e moderna. Aliás, aqui na verdade são três coisas misturadas: o cropped, a cintura alta e os conjuntinhos, que tá to-do-mun-do usando. Os conjuntinhos não precisam ser necessariamente cropped + cintura alta, mas ficam uma graça desse jeito. 

O segredo do cropped é não mostrar o umbigo, em hipótese alguma, para não cair no vulgar. Se tem uma coisa que eu adoro é cintura alta, gente. Acho coisa linda de Deus. Segura as gordurinhas, alonga o corpo e é muito sexy. Pra quê mais?


Linda essa combinação de moletom + cropped + saia plissada. É contemporâneo e super usável - não nesse azul e desse jeito, né. Sei lá. Mas fica como inspiração, principalmente da mistura de texturas.


De novo o grunge - e o Kurt lançando moda pra sempre. Com o queridinho do xadrez, você vai da exposição que tem na sua cidade até ao show da sua banda de rock favorita sem deixar de ser gatinha. Essa cor de xadrez da foto cima é a mais fácil de combinar por ser de cores sóbrias; apesar de eu acho que existem tipos de xadrez demais no mundo para você se prender a um só.

Tudo vai depender do que você usar com ele. É claro que o combo all star + camisa de banda tem um lugar nos nossos corações, né? Sempre renda-se a ele se isso combinar com seu estilo. Se não, o feijão com arroz do jeans skinny + botinha já te deixa na moda e estilosa.


Eu mesma sou louca com esse tipo de xadrez nesse tecido flanelado. E também quero muito essa jaqueta agora!


Aquele topetinho no topo da cabeça é o que há na hora de inovar no penteado. Combina com todos os estilos, gostos, vai de rabo de cavalo, de trança, de tudo! Não tem muito segredo na hora de fazer, mas é aquela coisa, igual delineador gatinho: só se aprende com muito treino. Nesse vídeo você aprende a fazer um penteado lindo, com esse ar sessentinha.



Outra coisa que tá muito evidente é aquela tiara de flores... acho que sou uma das únicas blogueiras do mundo que não usa, rs. Mesmo assim acho muito lindinho, e é ícone de moda quase que desde sempre.


Uma foto de 1966, sente o drama. Não consegui descobrir de que filme se trata, mas deve ser uma loucura.



Uma opção para quem não curte muito essas modinhas é usar em tranças... é lindeza na certa! e bem mais fácil de fazer, né.


Bom gente, então é isso. Se você for menino é só evitar as saias, que o resto tá valendo (até as flores). Espero que tenham gostado do post, porque aí vou fazer vários assim! E lembrem-se de não usar algo porque está na moda, mas sim porque te faz se sentir bonita, se sentir bem. Isso é o que vale, sempre!


23/04/2013

Fotos Aleatórias: Dia do Livro


Nunca tinha reparado que tinha mania de fotografar livros até que achei algumas perdidas pelo computador. Como hoje é o dia do livro e está chovendo fotos assim, resolvi postar essas. 

Claro que a minha favorita é a primeira, que o tirei do meu livro "O Pequeno Príncipe". Um clássico é um clássico, não é? E as outras são do livro "Feliz ano velho", do Marcelo Rubens Paiva, uma paixãozinha que tenho desde meus 15 anos. Aliás, eu tirei essas fotos, mas o livro é muito, muito mais do que isso. Conta uma história de vida belíssima e difícil, da forma mais interessante que existe! Vale a pena demais!






Então é isso, gente. Leiam muitos livros pra mim, que luta para conseguir ser uma leitora assídua.


E se o Eduardo e a Mônica se conhecessem nos dias de hoje?

A história do Eduardo e da Mônica inspiraram várias gerações. Eu mesma sempre sonhei em conhecer alguém por acaso e que desse tudo certo, mesmo que as duas pessoas fossem muito diferentes. O casal mais famoso da música brasileira foi imortalizado pela voz de Renato Russo, com uma música com o nome do casal. Dizem por aí que eles existem de verdade, e eram amigos do Renato. 

Mas agora é que entra a parte mais divertida ainda: o Gui Toledo fez uma nova versão da música, contando como seria se eles se conhecessem hoje em dia. O Eduardo é um blogueiro famoso e a Mônica é atriz, acreditam? Vale muito a pena assistir:



Agora ficou bem mais fácil se imaginar vivendo um amor desses, não é? Ai ai ♥


21/04/2013

Sobre símbolos, pentagramas e eu

Como vocês talvez já tenham notado, eu uso um colarzinho com um pingente de pentagrama que não tiro nunca. Bom, muitas perguntas já me foram feitas em relação a ele, das mais originais às mais ridículas -- e acreditem, é um saco ficar respondendo a essas perguntas. O pior é que eu me surpreendo com o quão limitados são os conhecimentos das pessoas em geral quanto a esse símbolo que tanto se vê por aí... então, eu decidi fazer esse post explicando um tiquinho sobre o pentagrama. Não me aprofundarei na questão por três motivos: é desnecessário, tendo em vista que é um tema que não tem tanto a ver com o blog e é preciso haver um limite no tamanho do post né; segundo, os significados atribuídos ao pentagrama são bastante controversos e minha intenção não é debater e quiçá nem informar profundamente, é apenas desleigar; e terceiro, por mais que eu já tenha lido dezenas de arquivos e um ou outro livro sobre o assunto, não sou nenhum especialista.

Bom, para quem não sabe eu sou apaixonado por símbolos. Acho fascinante a forma como simples traços atravessam os séculos assim, sem a gente perceber, e quanto significado as pessoas atribuem a um mero traço. O próprio alfabeto é uma bagunça de símbolos e, confesso que às vezes eu desenho uma letra qualquer e fico simplesmente olhando pra ela, pensando em quanta coisa ela pode significar ou ter significado algum dia -- pensando no que será que a pessoa que criou a letra "a" exatamente dessa forma que a escrevo estava pensando, por exemplo. E tudo isso dá lenha pro fogo do meu pensamento de que o que mais importa nas coisas é o que fazemos delas: por isso sou apaixonado por amuletos também -- mas não amuletos comprados, e sim algum objeto meio bobo de um e cinquenta que nos presenteia com as mais doces lembranças.




E assim a história do pentagrama não é muito diferente da de muitos outros símbolos: suas origens estão muito antes da Idade Média embora, se alguém me disser um período exato de seu surgimento, não acreditarei, obviamente. Já vi artigos dizendo que o pentagrama é um símbolo tão antigo quanto a cruz ou quiçá até mais -- nisso eu acredito perfeitamente. E precisamos nos lembrar sempre de que antes da ascensão do cristianismo (embora durante também) os povos tinham seus próprios cultos religiosos.  Entre eles estavam os celtas, que muitos afirmam que os wiccanos usaram a cultura deles para criar sua própria nova religião. O autor de "A História da Bruxaria" (não lembro exatamente qual deles, já que o livro foi escrito por duas pessoas, me perdoem), entretanto, diz que apesar de tudo a wicca não tem tanto a ver assim com a cultura celta.

Polêmicas à parte, uma das coisas que mais me perguntam é justamente isso: "você é wicca?" (há quem diga wicca, há quem diga wiccano e etc., mas no final acho que não faz tanta diferença no termo né). Não, eu não sou wicca, quem me conhece sabe que amo debater sobre religiões, as origens delas, os princípios e etc., entretanto repudio todas a partir do momento em que se torna algo institucional -- e sim, isso serve para as "pagãs" também. Conheço dezenas de seguidores/praticantes da wicca (inclusive meu ex é um deles), mas nunca fiz questão de assumi-la como religião para mim, embora seja, provavelmente, a que mais me fascina quanto a seus princípios.

Para quem não sabe, o pentagrama é considerado o símbolo da wicca devido a sua amplitude de significados, o que, historicamente, é bastante coerente. A wicca se desenvolveu em meados do século passado e tem crescido bastante ao longo das últimas décadas, sendo considerada uma "religião neopagã" (levando em consideração que não tem como haver paganismo, em sua raíz, atualmente; entretanto, ela é bastante focada nos conceitos das religiões pagãs de séculos atrás). Em tempos de globalização, individualismo, ambientalismo e etc., a relação wicca-modernidade-pentagrama parece ser uma contagem perfeita.




Tá, mas qual o tal do significado do pentagrama? Aí é que está. Como todo símbolo histórico, os significados são os mais diversos. Um deles por exemplo é o de que representa a união do homem (que, numerologicamente, costuma ser representado pelo número 3) com a mulher (número 2), sendo assim o número da "perfeição" por unir os dois opostos. O número 3 costuma ser também o número condizente a Deus (o Olho da Providência, por exemplo, que é o "olho de Deus", é um triângulo com um olho dentro; as construções góticas todas apontavam para cima, para o céu, e dando uma sensação triangular em sua arquitetura) e o número 2, a Deusa: muitos wiccanos defendem a existência de dois deuses, um feminino e um masculino, sendo a primeira representando a fertilidade e o segundo a colheita, geralmente.

Já vi também artigos que relacionavam o pentagrama ao Homem Vitruviano: os quatro membros e a cabeça do homem dentro de um círculo, um desenho criado a partir da busca por representar perfeitamente a simetria do Homem. E há ainda o meu preferido: cada ponta da estrela representando um elemento -- terra, água, ar, fogo e, a ponta de cima, representando o éter, a Quinta Essência, o espírito, a alma, a relação com o Cosmos. Nessa simbologia, assim como na maioria (senão em todas) das outras o círculo é usado para representar o ciclicidade, o infinito. Ou seja, na maioria das vezes, o pentagrama é um símbolo considerado de união, principalmente união de opostos, essa união como objetivo para alcançar a perfeição. E aí está a chave!

Eu, particularmente, uso meu pentagrama como amuleto porque vejo no significado dele muito de mim: a união de opostos e uma busca de tornar isso a perfeição. Vejam bem, eu sou de Peixes com lua em Gêmeos, ambivalência é uma coisa que não falta em mim. Estou sempre me contradizendo e buscando unir minhas contradições em busca de alguma verdade que possa estar escondida entre elas. É difícil dizer o quão em cima do muro eu acabo sendo em relação a tudo (até meu guarda-roupa é quase que completamente cinza, preto ou branco) mas acredito que quem me conhece, sabe como é. Gosto de unir inteligência com futilidades, realidade com fantasia, prosa com poesia, responsabilidade com liberdade, desregramento com disciplina, e por aí vai. E acredito, inclusive, que o Homem e o Cosmos são a mesma coisa: que precisamos trabalhar melhor nossa psique (que significa alma mas também significa mente, e também se relaciona ao elemento da Quinta Essência) para compreendermos, bom, tudo. E embora eu não goste de religiões, também não gosto desse ateísmo desconhecido e/ou pseudo ateísmo de muita gente de atualmente: penso que o ideal não é nos submetermos a uma religião como se fazia até alguns séculos atrás, mas podemos ficar ali em cima do muro, com a nossa própria fé, nossa religião individual: o nosso eu. Inclusive todo mundo entende errado quando digo que sou egoísta: o que quero dizer é que, de certa forma, minha religião sou eu mesmo. E acredito que o máximo de compreensão que chegarei do mundo tem a ver com a forma como o vejo, então antes de tudo procuro entender o porquê vejo de tal modo. É a mim mesmo que estou sempre tentando entender.



Espero ter explicado tudo direitinho e que vocês tenham entendido que, apesar do que muito dizem por aí, o pentagrama NÃO É um símbolo satânico. Sim, ele é usado por satanistas, porém DE PONTA CABEÇA (ou seja, com duas pontas para cima), assim como a cruz também o é. Não acho que o pentagrama represente "o divino" menos do que a cruz, mas sim de uma forma diferente (afinal, por que os satanistas se preocupariam em inverter ambas então?). Dizer que o pentagrama é um símbolo demoníaco é apenas difundir o pensamento do período da Caça às Bruxas, a meu ver (aliás eu poderia fazer um post sobre isso qualquer dia desses né?). Enfim, espero ter tirado bastante dúvidas, que vocês tenham lido tudo e gostado! Qualquer possível erro, por favor me avisem por comentários que daí eu posso corrigir ou me explicar. Até :3

20/04/2013

I want to break free


Devido ao momento atual, por necessidade de força maior tive que compartilhar toda a minha ideia, e claro felicidade.

Acredito que a maioria, tenham ao menos noção do que é gostar de alguém, e o gostar o qual falo não é aquele de amigo, é gostar mesmo, com aquele frio na barriga, de deitar todos os dias e não conseguir cair em sono sem se lembrar da pessoa. 

gostar é uma das melhores sensações que experimentei nesses poucos anos de vida, você sente que tudo pode dar certo junto desse alguém, o seu assunto preferido é ele(a), as novidades parecem até mais interessantes quando você conta á pessoa. Gostar é bom e isso é um fato, testado, aprovado e talvez comprovado.

Bem melhor do que o gostar, é o DEIXAR de gostar. sensação de estar liberta do sentimento que já não te fazia bem, o desapego de hábitos que duraram por meses, é querer gritar pra quem quiser ouvir que você não sente mais nada e está melhor do que nunca, que a alegria te invade e faz parte de você. 

O sofrimento pode ter sido longo, afinal cada um leva o seu próprio tempo, mas um dia acaba  e você se encontra de novo. Como é bom se ter de volta. Finalmente liberto !

19/04/2013

Meme "Conhecendo seu blog"


Olá gente, me desculpem por sumir. Odeio isso tanto quanto vocês - pelo menos eu acho que vocês não gostam, na verdade. Bom, hoje vim fazer essa tag que eu acho bem legal, e nunca tinha feito aqui no blog. Vi no Hey Cute, e peguei de lá. 

Eu adoro essas coisas... isso é coisa antiga na blogosfera, acabou que tem muita gente que voltou a fazer, e eu to adorando. Só faltou ânimo, porque eu queria mesmo ter feito antes! Beleza, vamos às perguntas: 


1. Como escolheu o nome do seu blog?

Bom, eu lembro que antes o blog tinha um nome ridículo, e estava louca para mudar. Num dos finais de semanas que eu voltava de Sete Lagoas para Belo Horizonte à uns três anos atrás, fiquei pensando muito nas coisas que estavam acontecendo comigo. Na hora parecia tudo muito ruim, mas sentia que tudo tinha um porquê, e que isso me melhoraria e faria crescer. Foi aí que cheguei à conclusão de que a conspiração é vital para que possamos ser pessoas melhores.

2. Há quanto tempo tem seu blog? 

Quase cinco anos.

3. O que motivou você a criar um blog? 

Na verdade, foi pra chamar atenção de um carinha que eu ficava. Até que funcionou na época, viu. 

4. Quais os seus objetivos com o blog?

Então, definitivamente, eu não nasci pra ser escritora de gaveta. Eu sempre quis que alguém lesse o que eu escrevo. Apesar de tratar de tudo o que eu acho relevante para mim e os meus amigos/colaboradores, eu penso sempre se as pessoas vão gostar de ler o que está na página. Eu quero mostrar quem eu sou, o que eu vejo, o que eu escrevo... Porque eu sei que alguém vai se identificar, e dessa forma, quem sabe, eu possa ajudar alguém.

5. Quais os assuntos que tem mais visualizações no seu blog?

Geralmente são os posts mais pessoais, como os textos que eu tenho costume de escrever, ou alguma coisa do meu cotidiano, como quando customizo alguma coisa, ou exponho minha opinião de alguma forma. Isso também acontece com a Ana, a Amanda, a Maria e o Vitu, meus colaboradores. Beijo, gente!

6. Quais blogs você visita frequentemente?

Alguns deles são A Series of Serendipity, Depois dos Quinze, Hey Cute, Another Girl Another Planet, Biacentrimo, A Hora da Estrela,  Vinte e Poucos, Mulher Vitrola e outros mais eu acompanho pelas redes sociais.

7. O que te inspira a criar posts?

Boa pergunta, porque ultimamente a minha inspiração está em extinção! Sabe, eu escrevo tanto (mas tanto) sobre o que sinto, que chega uma hora que fica difícil viver uma vida que todo mundo sabe, e mesmo que você tente evitar, as pessoas acabam opinando nela, entende? Quero dizer, quando eu estou triste com algo ou alguém e corro para escrever, as pessoas sabem do que eu estou falando! Eu amo escrever sobre a minha vida, sobre mim (ego puro!), mas isso é muito complicado para mim... Por isso tenho buscado me inspirar de forma menos introspectiva... à um tempão. 

8. Além do blog, tem outra ocupação?

Sim, sou uma vagabunda sustentada pelos pais, que está desesperadíssima para entrar na faculdade, arrumar um emprego legal e fazer jus á maioridade.

9. Pretende fazer algo em 2013 para o blog?

Pretendo exteriorizar tudo, como já disse anteriormente. Parar de falar tanto da minha vida, sair desse círculo, e conseguir falar com mais naturalidade sobre as outras coisas que eu gosto. Isso sem falar de conseguir ficar satisfeita com meu layout! rs

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Não vou indicar ninguém. É mais gostoso fazer só porque deu vontade, né? 

16/04/2013

Eu e a Moderna do Bairro

Uma foto de Sete Lagoas para ilustrar o post porque não tiramos nenhuma foto juntas. Mas não foi por mal, afinal de contas, não parávamos de falar um minuto! É isso ou sou eu que não deixei o assunto terminar. Sabe, tenho que contar de novo (reparou o quanto eu repito as coisas?) que fiquei extremamente feliz de ter te recebido na cidade dos lagos encantados.

Quando te deixei na rodoviária e você entrou no ônibus, fiquei um tempo olhando de longe e foi aí que eu vi o quanto eu pude aprender em dois dias. Pelo tanto que temos em comum, já vi que quero crescer e ser como você. Sabe... ser cool. E meia hora depois tive ainda mais gás para resolver meus problemas, e me resolver também. Ser decidida, bonitona, e de calça vermelha. Claro que não vou te dar a responsabilidade por eu ter mudado os meus objetivos, não é isso. Você só chegou numa hora propícia e cheia de conflitos de internos gritando pra serem resolvidos... e estão sendo.

Mais uma vez obrigada! Que bom que nos conhecemos na hora e da maneira certas! Estou te esperando de volta, pra modernizar no meu bairro (ou no seu) de novo.

13/04/2013

Ana e um Drama: da rápida procriação de porquinhos-da-índia ao assédio sexual


Sempre quis ter algum animal pequeno, que eu pudesse ficar sempre na mão, perto de mim e que  não tivesse problema em ficar no meu quarto. E aí que minha historia começou: decidi que queria ter um porquinho-da-índia e depois de muito tempo convencendo meus pais, fui ao Mercado Central e trouxe a Matilda para casa. Quando chegamos em casa já fui arrumando um cantinho pra ela, com água, comida e todo o conforto que ela poderia ter. Estava apaixonada. Ficava o dia todo com ela e por conta dela, deixava ela solta no jardim todas as tardes e ficava maravilhada a observando.
Com o passar de cerca de um mês, comecei a sentir ela muito sozinha e quis trazer mais alguém para fazer companhia a ela. Meu pai quis trazer um macho, eu consenti desde que ficassem separados e então trouxemos o Tim, um porquinho lindo como um castor. Cheguei em casa, mas não consegui separa-los porque a Matilda não estava numa gaiola, mas numa banheira de dar banho em bebê.  Então tudo bem, eles estavam lindos e vivendo felizes quando de repente, o Tim morreu. Eu fiquei muito, muito, muito triste e falei que não queria ter mais nenhum porquinho, porque eu não queria que mais nenhum morresse por aqui, ter que aguentar a morte de mais porquinhos e a da Matilda seria doloroso demais. Mas, mesmo tendo falado tudo isso pro meu pai na semana seguinte ele já apareceu com outro macho, o Batuta. 
Quando o Batuta chegou, eu fiquei com raiva do meu pai, briguei, mandei devolver mas ele queria que ele ficasse e ignorou a minha reação, então eu me afastei dos porquinhos. Não queria mais cuidar deles e deixei tudo por conta do meu pai.
Passaram-se mais alguns meses até que um dia, de repente, apareceu um filhote aqui. Eu cogitei mil possibilidades até aceitar que a Duda era cria do Batuta e da Matilda, mas o que eu não percebi é que foi aí que meu drama começou. Depois que esses animais tem cria uma vez, não param nunca mais e inclusive hoje, já nasceram mais. 
Então a Duda estava crescendo e a Matilda teve cria mais uma vez, nasceram três porquinhos machos: o Tim (nasceu um porquinho igual o falecido, quase chorei quando vi aquilo), o Dom e o Fúria da Noite.
 Aí a Duda ficou prenha um tempo depois (provavelmente do pai dela, o Batuta) e teve dois filhotes, a Elizabeth e o Canudinho e hoje a Matilda teve mais quatro e eu suspeito que a Duda esteja prenha novamente. É uma loucura assimilar isso tudo, né?
Depois da cria da Duda, minha mãe começou a ficar desesperada querendo sumir com eles daqui de casa. Eles são criados soltos no jardim e por isso destruíram todo o gramado e DERRUBARAM algumas plantas da minha mãe. Já tem tempo que quero doa-los, até tentei um dia publicando no Facebook e apareceram alguns interessados, mas eu não tenho uma disponibilidade de tempo durante a semana pra encontrar com essa galera e ficou por isso mesmo. 
Eu também já estava cansada e até irritada de ter eles aqui, é muito legal criar um porquinho da índia ou até dois, mas criar os 8 que eu criava e agora criar os 12 não vai dar certo. Não tem grama que aguente tantos excrementos assim! Mas hoje foi o estopim pra mim. Eu já estava me sentindo mal e negligente com eles, com a forma que eles são criados e com o ambiente  que eles mesmos estavam tornando precário  E hoje, apesar ter ficado muito emocionada em poder ter participado, mesmo como plateia do nascimento dos filhotes e ter visto tão de perto o “milagre da vida” e como “a vida é tão rara” e frágil, fiquei também TRANSTORNADA, porque enquanto a Matilda paria o Batuta já tava querendo cruzar. Exatamente isso: ENQUANTO ELA ESTAVA TENDO OS FILHOTES O FILHO DA PUTA ESTAVA TENTANDO COMER ELA. Isso não é revoltante? Eu fiquei tão puta com aquilo que peguei primeiro todas as fêmeas e coloquei na gaiola. Aí liguei pro meu pai e ele disse pra fazer o contrário porque a Matilda precisava de espaço. Então peguei todos os machos, coloquei na gaiola e soltei as fêmeas.
Fiquei com muita raiva porque eu não esperava que eles fossem tão irracionais assim, e eu percebi como nós seres humanos somos tão parecidos com eles. Minha mãe sempre fala que as fêmeas ficam fugindo dos machos que ficam tentando acasalar com elas boa parte do tempo, e isso é uma coisa que só incomoda quando a gente vê. Estupro e incesto também são presentes no mundo animal; essa atitude desses animais irracionais que fez com que algumas atitudes dos animais racionais fizessem sentido pra mim. 
Assédio é uma coisa que só incomoda quando estamos presentes, e na nossa cultura existe uma culpa por parte da vitima tão grande que agimos como se estivesse tudo bem o macho fazer isso porque afinal, a fêmea que pediu, e no caso dos seres humanos é culpa da mulher que usa roupa curta e justa, que tira foto de biquíni porque “ela está pedindo para ser estuprada”. NÃO GENTE, NÃO É ASSIM. 

Recentemente li um texto falando sobre nossa “cultura do estupro” e concordei completamente com o que li, e para não falar tudo o que está escrito lá, clique aqui e leia ele na integra para complementar este texto e o ponto em que eu quero chegar sobre assédio. 

11/04/2013

Conspirando: Homossexualismo, a pauta como pauta


Sei que a Maria já fez um post com o mesmo tema há pouco tempo aqui mas, devido aos recentes acontecimentos, me sinto quase na obrigação de abordá-lo novamente, dessa vez dando uma enveredada nos mamilos dos últimos tempos.

Daniela Mercury assumiu seu relacionamento com uma mulher nos últimos dias e já é capa das revistas Época e Veja, ambas tratando do tema da união afetiva. Tá, foda-se. Enquanto isso, temos Joelma da banda Calypso dizendo que ter um filho gay é como ter um filho viciado em drogas. E, principalmente, o mais ridiculamente importante, é a recente nomeação de Marco Feliciano como representante da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Sobre tudo isso acho que vocês já ouviram falar.

A nomeação de Marco Feliciano tem gerado uma onda, na minha opinião necessárias, de protestos -- tanto é que ele se sentiu no direito de não permitir mais que suas reuniões fossem abertas ao público. Segundo a edição de ontem do Metro, a própria Procuradoria Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal que Marco Feliciano se torne réu respondendo pelo crime de discriminação. Há alguns dias nove deputados tentavam processá-lo por quebra de decoro. A cada dia mais membros da Câmara se sentem desconfortáveis com o cargo de Feliciano. Uma das pessoas a protestarem contra o pastor inclusive é o ator Alexandre Nero que, justamente por se colocar a favor da união homoafetiva, foi atacado por comentários homofóbicos, o que gerou mais lenha pra esse tema.

A Veja, cujo conteúdo é notoriamente questionável, estampa em sua capa que a saída de armário da Daniela Mercury torna a questão da união homoafetiva inadiável no Brasil. Não li a matéria da revista, mas que é um anúncio ambíguo, isso é. E é provavelmente toda essa atenção dada a algo que, de certa forma, não passa de mais uma fofoquinha cotidiana, que me moveu a escrever a respeito.

Parece que estamos de volta a 2011, só falta mais uma novela com temática gay sem beijo gay. Na época, o homossexualismo se tornou pauta por causa do crescimento imenso de ataques de neonazistas (dizer "skinhead" é errôneo, pesquise um mínimo sobre os movimentos antes de regurgitar tudo o que a mídia televisiva empurra pra sua garganta) a casais teoricamente gays (nem todos os "casais" beijavam pessoas do mesmo sexo, não nos esqueçamos disso). Várias polêmicas surgiram e logo esfriaram, para agora voltarem outras, a meu ver, bem mais superficiais.

E sim, eu digo o termo "homossexualismo" e não dou a mínima se o termo foi criado para se referir aos homossexuais como pessoas doentes. O sufixo "-ismo" não é usado apenas para doenças (o impressionismo não é a doença da impressão, o perfeccionismo não é a doença da perfeição, o socialismo não é uma doença social). O "ismo" é um sufixo abrangente e muito usado para definir movimentos ou ideologias (além de ser usado em vários outros casos e sim, indicar doença é um deles) e eu, particularmente, acredito que podemos mudar a história. Há quem critique a Parada Gay por sua tendência a parecer um carnaval e há quem diga que essa é uma forma alegre de protestar. Pois se esse argumento é válido, acho mais válido ainda inverter de forma inteligente o significado atribuído a um termo que começou a ser usado de forma jocosa, usando os desdobramentos do mesmo termo a nosso favor. E é assim que eu vejo: a questão homossexual como algo semelhante a um movimento.

Até porque, a polêmica do homossexualismo é algo consideravelmente recente. Acompanha a humanidade ao longo de toda sua História (filósofos antigos tinham relações com seus mestres visando adquirir a sabedoria deles, por exemplo) e eu simplesmente não compreendo as razões dessa questão ser inadiável em pleno ano de 2013. O que há para ser questionado? Apesar de tanto se falar na questão "minha vida é da minha conta" do pós-modernismo, muita gente parece não entender esse fato. As pessoas que se dizem contra a união homoafetiva insistem em bater na tecla do porquê da Criação e se metem demasiadamente na questão do que o Outro faz com suas genitálias. Parece muito difícil entender o fato de que o que a pessoa faz com seus órgãos sexuais diz respeito apenas a ela (contanto que a pessoa, legume, objeto, etc. que esteja praticando atos sexuais com a mesma consinta) e que nossa cama não tem necessariamente nada a ver com nossas amizades, trabalho, saúde mental, etc.

Claro, gays apresentam tendências em comum desde a infância e alguns estereótipos se tornam presentes com o amadurecimento da sexualidade dos mesmos. E com heterossexuais também é assim (caso você não saiba, gays comparam estereótipos héteros assim como héteros comparam estereótipos gays). Mas o mais intrigante talvez seja pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo mas não necessariamente de forma afetiva, ou vice-versa (conheço muitas pessoas assim). Isso me leva a considerar bastante, por exemplo, a escala de Kinsey (dê uma jogadinha no Google a respeito disso se você não souber o que é, vale a pena) embora, minha opinião geral seja de que sexo é algo natural e que a atração se manifesta de diferentes formas em diferentes pessoas e situações. Mesmo heterossexuais, se uma pessoa quer ser bonita ela precisa ao menos se espelhar em alguém do mesmo sexo, por exemplo. Ou seja, ser ou não gay, assumido ou não (embora haja a questão "Assumido para quem? Os pais? Os amigos? A sociedade? Os parceiros sexuais? A si mesmo?"), a meu ver, é uma questão muito mais social do que sexual. Daí mais um argumento meu em defesa do termo "homossexualismo". Mas acho que precisarei fazer um novo post sobre isso mais tarde porque talvez eu tenha fugido um pouco da proposta desse.

Tá aí, apresentei os tópicos que me levaram a abordar esse tema e despejei uma síntese das minhas ideologias quanto a isso. Deixo com vocês então a reflexão: por que a união de duas pessoas do mesmo sexo precisa(ria) ser debatida? Por que tanta demora para aprovar leis tão simples? Por que, ao invés de questionarmos as coisas, não questionamos o porquê de estarmos questionando? O que é e o que não é o preconceito, de onde ele vem e por que prossegue? Até onde ser homo ou hétero ou bi ou tri ou pansexual tem a ver de fato com a sexualidade da pessoa e até onde tem a ver com a mesma como ser social? O que estamos verdadeiramente debatendo há décadas e por que devemos ter uma opinião sobre isso? Há muitas perguntas que eu gostaria de lhes fazer, mas deixarei apenas algumas.


10/04/2013

O Sol


O Sol foi mais do que suficiente para que eu derretesse e praticamente fizesse parte de você. Você desenhava todas as minhas curvas com as pontas dos dedos, enquanto piscava os olhos devagar, sem desviar o olhar de mim.

Usei a parte interna do seu braço para apoiar minha cabeça, e você me abraçou de novo quando coloquei meu rosto no seu peito nu. Vigiei cada canto que podia... e mal podia me conter. Aquele quarto era nosso. A casa inteira era nossa. O Sol também aquecia e acendia todo o resto! As paredes amarelas refletiam toda aquela luz de uma forma linda. Era tudo limpo, pequeno e na medida para me deixar realizada.

Me levantei da cama devagar, para não te acordar. Você dormia naquela sua pose pornográfica de sempre, e fiquei um tempo ao pé da cama só para te olhar.

Rodeei a casa, olhei tudo o que conseguimos conquistar até então. Fiquei feliz por termos chegado tão longe, e mais feliz ainda porque teremos alguém com quem dividir. Queria que você levantasse da cama logo, para te contar a notícia. 

Estava na cozinha fazendo café quando você me abraçou por trás. Era domingo, e pudemos acordar um pouco mais tarde. Abracei seu braços, me virei e sussurrei no seu ouvido: Bom dia, papai. Você abriu a boca por uns segundos pra puxar o ar para dentro, e me abraçou mais forte ainda. Depois me olhou com seus olhos grandes - eu torço para nosso filho ter um par de olhos como os seus - beijou cada canto do meu rosto, e aí sim eu tive a certeza de que estava tudo estava acontecendo como devia acontecer. Estávamos felizes, e acompanhados. Isso que importava.


Antes de qualquer coisa: Todos os textos escritos por mim são sim baseados na minha vida, mas não são necessariamente verídicos. Na maioria deles eu invento e aumento da forma que bem entendo, então por favor, não os leve tão a sério. Eu só escrevo, e gosto disso. 

08/04/2013

Ruína que arruína


E foi poesia esse um ano
Foi poesia cada momento, meu amor
como uma canção
cada letra do "eu te amo"
era mais um verso de escritor

O resto é ruína
é rancor
que arruina
que nem rancor chega a ser
é dor
só dor eu e você

E cada lágrima derramada
cada mostra de sorriso
tem um novo som
É uma nova balada
e não mais que isso

Fomos iguais a qualquer outro casal
fomos intensos
e mesmo no final
tínhamos algo
e esse algo
era imenso

Agora são só palavras
e para sempre hão de ser
você cada vez mais
para trás
sendo algo
sobre o que eu possa escrever

O resto é ruína, meu amor
que arruína eu e você


Falível


Sabe, só sei que quando te vi, te quis pra mim. Então na primeira oportunidade que eu tive - porque você me deu - de anotar meu número e meu nome difícil no seu celular, eu anotei. Você bem animado, depois de aprender meu nome, fez questão de pronunciá-lo com frequência. Eu achei o máximo! Agora eu era amiga do cara de all star, que toca violão e usa uma camisa do Kurt Cobain.

Num domingo, enquanto chorava minhas habituais pitangas, você me ligou. Pitangas? Que pitangas? Você me chamou para sair e desde então me presenteou com vários sorrisos, e depois muitos beijos.

Fomos nos conhecendo, afinal. Virei fã dos seus olhos cor de café, do seu sorriso certinho e da facilidade que as pessoas têm de gostar de você.  Segurei suas mãos bem forte, e disse: Sou sua namorada. Você me abraçou e cochichou no meu ouvido: Te amo. E não importava o tempo que havia passado, estávamos juntos e continuaríamos.

Aprendi, bem devagar, a ter facilidade de acumular saudade. Depois acumulei tudo o que havia em mim, coloquei numa mochila, e fui para sua casa numa tarde de abril qualquer. Fizemos uma montanha de roupas ao lado da cama, e simplesmente não poderíamos mais esquecer ou desvincularmos um do outro. Nos grudamos e nos amamos de vez.

Começamos a somar sonhos, tecer planos. Arriscamos. Você apertou meu coração, eu apertei o seu e eu mal sei onde vamos parar. Só sei que a minha unica certeza é você. Desde que te quis pra mim. Quero te ver, ser e te fazer feliz!

Mesmo assim, meu amor, apesar de tudo, só sei de uma coisa: não há nada nesse mundo que seja mais falível que nós, que nosso amor. 


06/04/2013

O Fusca


Fiquei muito feliz quando conseguimos comprar o fusca, um pouco antes de nos casarmos. Fiquei ainda mais feliz porque você não parava de sorrir seu sorriso lindo. Eu estava sentada no banco do passageiro, passando as mãos na sua nuca e sorrindo de volta. Depois de puxarmos a cauda do vestido para dentro do carro apertado, fechei a porta e me ajeitei no banco de couro. 

Você deu a partida no carro deixando os convidados para trás, que acenavam com movimentos rápidos com as mãos. Nossos amigos e família estavam animados. Nós também. Me virei para despedir de todos enquanto acenava de volta e você os olhava pelo retrovisor. Quando estávamos a uma certa distância me sentei novamente, e entre uma marcha e outra você segurava a minha mão esquerda, ou repousava a sua na minha perna - mesmo com tanto pano.

Íamos calados, mas meu estômago estava saltando. Meu Deus, pensei. Estávamos casados. E eu não sabia para onde você me levava. Te olhava pelo canto do olho, para ver se tinha uma pista para onde você dirigia tão, mas tão feliz. E nada.

Algumas horas, beijos, risadas depois e eu nem se quer tinha reconhecido o caminho. Era praticamente um sequestro, e eu nem tive o trabalho de perguntar para onde você me levava, porque não importava. Ali com você me sentia segura, feliz, e não tem lugar nesse mundo que vá mudar isso. 

Então, me leva. Acelera nosso fusca e o meu coração. 

No meu turbilhão de pensamentos, você segurou minha mão um pouco mais forte. Olhei para você num átimo. E depois, para frente. Mal tinha me dado conta que havíamos parado. 

Lembrei da vez que te contei que havia anos que eu não ia na praia. E eu sei que você também não. Era fim de tarde, o céu tinha cores quentes bem pertinho da água. Descemos do carro de mãos dadas. Fazia um frio gostoso e você me abraçou de lado, por cima dos ombros, encolhendo perto de mim. Coloquei minhas têmporas no seu peito, querendo derreter, só para ficar ainda mais perto.

Ficamos sentados na areia olhando a água até anoitecer, e depois voltamos para o fusca. Me sentia boba passeando por ai com um vestido de noiva enorme, cheio de tule que passei meses escolhendo. Você sussurrou no meu ouvido que tinha outra surpresa para mim. Me encolhi no banco de novo, mas dessa vez adormeci. E descobri que tudo o que sonhei, a vida inteira, era realidade.

05/04/2013

Inspiração: Militarismo


Se tem uma tendência de outono/inverno que me surpreendeu foi o Militarismo. Sempre enchi a boca para falar que "é muito brega", mesmo tendo um namorado ex-militar que ficava lindo fardado. rs

Enfim, hoje pintei a unha com uma cor muito linda, fiquei toda animada quando me contaram que tá na moda e corri para pesquisar mais. A vantagem dessa tendência é que ela não tem muito segredo: para não ficar "uniformizada", é só equilibrar com peças mais femininas como saias e shorts. Vale também misturar com outras texturas, e variar no verde militar também, mantendo a modelagem das jaquetas e das camisas.

A cor que eu usei foi "Verde militar", da Impala.


Depois das unhas eu estou querendo muito algumas peças, viu? 


Qual peça você usaria? Não importa seu estilo, dá para sair "de soldado" por aí! 

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