08/04/2013

Falível


Sabe, só sei que quando te vi, te quis pra mim. Então na primeira oportunidade que eu tive - porque você me deu - de anotar meu número e meu nome difícil no seu celular, eu anotei. Você bem animado, depois de aprender meu nome, fez questão de pronunciá-lo com frequência. Eu achei o máximo! Agora eu era amiga do cara de all star, que toca violão e usa uma camisa do Kurt Cobain.

Num domingo, enquanto chorava minhas habituais pitangas, você me ligou. Pitangas? Que pitangas? Você me chamou para sair e desde então me presenteou com vários sorrisos, e depois muitos beijos.

Fomos nos conhecendo, afinal. Virei fã dos seus olhos cor de café, do seu sorriso certinho e da facilidade que as pessoas têm de gostar de você.  Segurei suas mãos bem forte, e disse: Sou sua namorada. Você me abraçou e cochichou no meu ouvido: Te amo. E não importava o tempo que havia passado, estávamos juntos e continuaríamos.

Aprendi, bem devagar, a ter facilidade de acumular saudade. Depois acumulei tudo o que havia em mim, coloquei numa mochila, e fui para sua casa numa tarde de abril qualquer. Fizemos uma montanha de roupas ao lado da cama, e simplesmente não poderíamos mais esquecer ou desvincularmos um do outro. Nos grudamos e nos amamos de vez.

Começamos a somar sonhos, tecer planos. Arriscamos. Você apertou meu coração, eu apertei o seu e eu mal sei onde vamos parar. Só sei que a minha unica certeza é você. Desde que te quis pra mim. Quero te ver, ser e te fazer feliz!

Mesmo assim, meu amor, apesar de tudo, só sei de uma coisa: não há nada nesse mundo que seja mais falível que nós, que nosso amor. 


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