26/04/2013

Seu nome


Se tem algo que soa bonito, é o seu nome. Nome e sobrenome. Mais bonito ainda é o cheiro que você tem. Aquele que eu sentia atrás da sua orelha e pescoço afora... só pra desenhar com o nariz o seu contorno e morrer na sua boca. Quando ressuscitava - só para morrer de novo - eu via no escuro seu sorriso simétrico e os seus olhões fechados para mim. 

Chego no seu ouvido para repetir, pela milésima vez que quando te vi, te quis para mim. Explicar que tive parâmetros o suficiente para ter tanta certeza. Dizer que sempre fiz questão de ter um amor cravado no coração. Sempre tão forte, para sair sangue - e um pedaço. Duvido que um dia você tenha entendido a gravidade do meu problema, mas foi assim com você... E agora acabou para eu poder fazer de novo. 

Mesmo assim serei para sempre um poço de romantismo. Seu poço. Só esperando seu pedido, naquela hora em que nada mais casa, encaixa, faz sentido. Aquela hora que você chora na estação, segura minha mão e não solta mais. Aquela que simplesmente não existe em relógio algum. Talvez ela nem exista, mas há um lugar em que guardamos tudo aquilo que fomos, e que nos aproximou. Nesse lugar eu acredito. É ele que mesmo perdido, faz tudo ficar bonito. É a explicação de que um dia foi certo. 

Dançamos com roupas combinadas debaixo de uma árvore enorme e olhares curiosos. Escrevíamos músicas sem rima e acordes difíceis para mim. Cantávamos juntos quando não tínhamos mais nada para fazer. Sujava seu all star para poder te beijar quando estava distraído, e é nisso, sem dúvidas, que eu acredito. Na existência de que ainda tem algo que soa tão bonito...

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