19/05/2013

França nas telas! Dica 2em1: "O homem que ri" e "Depois de maio"

Demorei (muito) mas finalmente consegui tempo o suficiente para elaborar esse post com a dica de dois filmes maravilhosos que assisti no início desse mês e que eu espero que vocês curtam também. Bora lá?



O Homem que ri

No início do mês (de 1 a 16 de maio) várias cidades do Brasil receberam o Festival Varilux de Cinema Francês, que trouxe, entre as datas citadas, alguns filmes fascinantes produzidos na França e que, por alguma razão, ainda não tinham sido lançados aqui no país -- já que infelizmente pouquíssimos filmes franceses chegam às telonas daqui e, mesmo quando chegam, são apenas em algumas (ótimas) salas de cinema. Eu que o diga, viu.


Enfim, fui com uma amiga minha assistir uma das sessões do festival, o filme "O homem que ri", dirigido por Jean-Pierre Améris e estrelado por Marc-André Grondin, Christa Theret e ninguém menos que Gérard Depardieu. Baseado na obra (que infelizmente não li) de Victor Hugo, "O homem que ri" conta a história de Gwynplaine, um garoto que é abandonado com uma cicatriz "medonha" no rosto a parecer um riso. Gwynplaine encontra Dea, uma garota cega, em plena neve e ambos são acolhidos pelo Grande Ursus. Nesse clima familiar eles crescem e começam a fazer espetáculos para poderem se sustentar, viajando de vilarejo em vilarejo até finalmente chegarem à cidade. E obviamente aí é que começam as complicações, com o personagem principal sofrendo um enorme conflito interno e uma grande reviravolta em sua vida.



O filme é meio simples, mas fabuloso. O diretor inclusive disse que se inspirou em filmes como os do Tim Burton para fazê-lo. ALIÁS, pra melhorar, ao término da sessão o diretor e a atriz Christa Theret entraram na sala de cinema e ficaram uns quinze minutos respondendo perguntas do público (obviamente havia uma tradutora acompanhando-os). Eu sabia que em determinadas sessões do festival haveriam esses "encontros" mas fui assistir o filme completamente crente de que na sessão que eu estaria isso não ocorreria -- e sabem quanto eu paguei no ingresso? Doze reais (meia entrada, claro)! Acho que essa foi uma das vezes em que mais compensou minha ida ao cinema, viu.


Meus parabéns aos organizadores do Festival Varillux e do Cine Livraria Cultura!



Depois de maio

O outro filme sobre o qual eu gostaria de falar é "Depois de maio", também francês, não participante do festival e que acredito que ainda esteja em cartaz. Eu simplesmente me apaixonei por esse filme porque ele tem algumas coisas em comum com o meu preferido, "Os sonhadores", que também é do mesmíssimo país já tanto citado.




Para quem não sabe, em maio de 1968 a França sofreu uma greve geral de universidades, escolas, estudantes, trabalhadores, etc. O país virou uma bagunça. E assim como "Os sonhadores", "Depois de maio" faz uso dessa temática -- só que enquanto o primeiro se passa unicamente ao longo do mês de maio, o segundo relata o depois, com aquela estética intimista maravilhosa que o cinema francês costuma ter.


Sendo assim, a história se passa no início dos anos 70, quando os jovens que tanto protestaram em 68 começam a ter de seguir seus próprios caminhos na vida. Começa então aquele conflito ideológico: enquanto alguns querem prosseguir lutando politicamente, para outros isso já não é a coisa mais importante em seu âmago individual -- como é o caso de Gilles, o protagonista, que quer ser pintor. Outros personagens aspiram por exemplo um grande amor ou simplesmente viver o momento. Em se tratando de jovens revolucionários do período dos anos 60-70, é claro que o filme contém algumas cenas com festas psicodélicas e nudismo. Apesar de seu tom meio superficial, é um filme, a meu ver, muito inspirador. Eu adorei e, para quem tiver se interessado, abaixo está o trailer. Recomendo <3

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