15/05/2013

Inexistência


Minha vida está uma bagunça, minha mente está em desordem. Tão pouco a pensar, tanto a fazer e tanto a me afetar. Tanto tempo livre com tanta coisa a ser feita. Por que ainda estou aqui sentado na cama? Por que este peso me impede de continuar de pé e me impede de dormir ao mesmo tempo? A falta de problemas não deveria soar assim, tanto como um problema…

Me sinto em uma realidade paralela, onde eu não existo mas de alguma forma tudo o que é material me afeta. Só gostaria de uns cinco minutos de silêncio, sem todos estes sons ao fundo, silêncio o suficiente para inexistir na inexistência. E então existir. Sentir a tristeza aprisionada tão fundo dentro de mim finalmente ser posta para fora. Não verbalmente, pois ela não tem motivos para existir. Simplesmente ir embora, junto com toda essa zonzeira do não-haver. Sinto-me tão confuso… seria isso um prelúdio ou um castigo?

Mas a existência precisa de tempo, e eu não tenho tempo. Talvez eu deva prosseguir com este meu estado de prisão bipolar até ela ir embora, ou até eu ser capaz de fazer com que ela vá embora. Mas enquanto eu estiver atuando entre esses dois lados, quem seria eu? O meu ego do lado real, ou o do lado irreal? Afinal, quais as verdadeiras diferenças entre eles?


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