04/06/2013

Assim


Naquele dia eu acordei mais cedo e penteei meus cabelos com mais afinco: Eu sabia que iria ver você. Depois do meio dia o tempo começou a se arrastar como já é de costume; e meu coração vibrava a cada vez que eu não fui orgulhosa para me deixar pensar em você. 

Eram seis da tarde e estava deitada na minha cama, com as mãos no peito para ver se aquele calor que eu sentia podia se exteriorizar. Não fui tão orgulhosa assim, afinal de contas. E assim morri cada segundo que passava para ressuscitar quando você chegasse.

Quando ressuscitei, só queria me jogar em você para poder sentir seu calor. O meu nunca foi suficiente; eu queria o seu calor, o nosso calor. E fizemos fogo. 

Eram seis da manhã, eu te olhei, e vi que queria cuidar de ti. Você abriu seus olhos apertados.
- Fica bem aí, que essa luz comprida ficou tão bonita em você daí.
E você sorriu. Examinei cada milimetro do seu rosto, e depois dos seu lábios. Passei os dedos no seu queixo, quase morrendo por um beijo enquanto você ia piscando os olhos devagar. 

Por baixo do edredom você me puxou pela cintura... talvez para me lembrar de eu preciso mesmo ficar com você. Me abraçou, guardou o rosto no meu pescoço e eu nem precisei me lembrar, porque não parava de pensar nisso. De pensar em nós, assim.

2 comentários:

  1. Estou amando os seus textos querida. E já estou te seguindo.
    Visite o meu blog se puder *-*
    http://cantinhodaninny.blogspot.com.br/
    Beijiiinhos sz

    ResponderExcluir

© 2014 Conspiração Vital - Todos os Direitos Reservados | Design por Ceres Bifano, Diagramação por  Matheus Pacheco.