28/06/2013

O chão pode debandar


Pintei meu rosto com brados de luta. Não sou mais eu, agora eu sou o povo. Minha opinião que fique em casa, nas próximas horas eu defenderei com unhas e dentes o que a sociedade em geral quer mas teme defender. Brademos, brademos! Não são eles, não sou eu, somos nós. Não é o ontem, não é hoje, é o futuro que ecoa entre essas ruas amedrontadas. O comércio se fecha, os militares acompanham de perto com olhos ferozes. É só uma baderna, poucos minutos de baderna... mas então por que se preocupar? Minha baderna não perturba a paz da classe oprimida, senhor governador, minha baderna é a voz dos pobres. Você virá até mim, senhor governador; você virá até nós, silenciar dos pobres a voz?
            
Afinal tanto fazemos para melhor servir-vos, fazemos uma reverência meio desajeitada para as pessoas que, como vocês, nos observam com olhos de águia lá de cima e, senhor governador, por que nos quer tão longe? Não servimos bem o suficiente? Por que querem nos exterminar? Tudo bem, sabemos que a cidade parece mais bonita quando frequentadas apenas pelos senhores do dinheiro... mas vocês se esqueceram que, quando pisam em nós, nos tornam vosso chão? Como chão, senhor, podemos debandar e derrubar vocês. Não é muito o que estamos pedindo, apenas, por obséquio, se lembrem que vocês são humanos como nós e ainda não possuem asas para voar. Apenas queremos dignidade, embora vocês que estão sempre andando aí em cima se esqueçam de que, o que está logo abaixo é mais importante do que o que está acima. Quem está embaixo é que mantem o equilíbrio de quem está no alto.

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