09/06/2013

"O Grande Gatsby": excentricidade e ostentação


Finalmente estreou O Grande Gatsby, filme cujo qual fui assistir ontem no cinema <3

A sessão que eu fui simplesmente lotou e, depois de um tempo, eu já nem sabia mais onde a fila pra entrar na sala terminava. Confesso que após bizoiar algumas críticas sobre o filme por aí fiquei receoso do filme ser um fracasso e só ter eu e uma dúzia de pessoas no cinema, mas não. Foi um sucesso mesmo, o que é compreensível. E o mais bacana é que era super misturada a faixa etária do público (de acordo com a classificação indicativa, claro), não é um filme que tenha interessado apenas a pessoa mais velhas ou apenas mais novas. Ambos os lados pareciam ansiosos para assistir. 


A história beira a humildade: um homem riquíssimo e "misterioso" que dá festas enormes e maravilhosas que atraem todo tipo de gente: artistas, políticos, estudantes, etc. Ninguém é convidado, as pessoas simplesmente ouvem falar das festas e aparecem por lá, mesmo sem saber nada além de boatos sobre o tal do anfitrião, o Sr. Gatsby. Nick Carraway se muda para a casa ao lado da de Gatsby e não aparece em nenhuma das festas até receber um convite do próprio magnata, o que o leva a conhecê-lo e, mais ainda, saber que sua prima, Daisy, tivera um romance com o homem anos atrás. Agora, tudo o que Gatsby mais quer é ter sua amada, agora casada com outro, de volta para si e poder seguir a vida espetacular que ele sempre planejara para ambos juntos.

Quase parece história de mimimi, mas eu particularmente não achei. Aliás, a história se passa no período pré-Grande Depressão, o que significa glamour, luxo e ostentação. E aí é que se liga a grande polêmica do filme: a trilha sonora, embora inspirada nas músicas da época, é completamente atual -- com direito a Will.i.am, Jay-Z, Beyoncé, Lana del Rey, Florence and the machine e por aí vai. Muita gente não gostou disso, achando incoerente. De fato, em algumas cenas e trechos eu concordo que realmente não ficou legal... mas, se for levar em consideração o risco corrido por essa ousadia, para uma "revolução" até que não foi tão ruim. Em muitos momentos não foi, na minha opinião, menos do que envolvente -- os trechos de "Young and beautiful" e o anacronismo de "Over the love" sendo cantada ao término de uma festa, por exemplo. "Bang bang" em uma das cenas principais do filme é esquisitíssima a princípio, mas assim que a gente se acostuma logo se empolga também.
 

A fotografia é impecável e o elenco não preciso falar nada né? Com destaque para Carey Mulligan que conseguia transmitir cada sentimento de Daisy de forma que, a meu ver, dava para compreender cada dilema da personagem. Não assisti em 3D pois sou mão-de-vaca e não ouvi falar muito bem do mesmo, então optei por assistir o filme na versão normal e agora não posso opinar sobre isso.

Aliás, "O Grande Gatsby" é baseado no livro de 1925 de F. Scott Fitzgerald, cujo qual não li -- ainda -- e tem outras três versões anteriores, cujas quais também não assisti ainda. Sendo assim, minha opinião nesse post é baseada unicamente no filme que acabou de ser lançado -- sem qualquer comparação com as outras versões da obra --, como um espectador comum e límpido mesmo. Fica aí minha opinião honesta sobre o excêntrico novo filme de Baz Luhrmann. E você, também já assistiu? O que achou? (:


[Nota: Eu não conseguiria fechar esse post sem dizer que achei esse filme super emo, mas não no sentido negativo. Me refiro à escolha musical, à temática, à fotografia e etc. Quem é ou era fã de Panic at the disco e 30 Seconds to mars, especialmente, provavelmente vai se apaixonar.]
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