02/07/2013

Domingo


Era domingo.
Umas duas horas.
Quando eu cheguei só tinha a mesma sensação de quando saí de casa: algo vai acontecer.
Mas sabe quando a gente nega isso?
Você foi a primeira pessoa que eu vi, e também neguei a sensação de que você faria a diferença pra mim um dia.
Só intuição, só intuição!
Fiquei naquela coisa de me manter no seu campo de visão, me exibindo feito pavão.
E quando assustei, você também se mostrava para mim.
Foi ai que aquela sensação subiu do estômago.
Vomitei sorrisos correspondendo os seus, e te olhei nos olhos quando tirou o óculos de sol.
Meu Deus, pensei. Quero esse cara para mim.
A sensação percorreu todos os músculos do meu rosto, e depois desceu corpo afora.
É... ele fará a diferença.
Mexemos os pauzinhos e providenciamos um beijo.
Sentei do seu lado e cruzei as pernas, que você fitou demasiado. E eu adorei. Sua visão era calorenta.
Você era calorento.
Reparei seu nariz, sua boca... e você também reparava em mim.
Sorríamos. Até eu, com meus dentes tortos.
Nós não nos desgrudamos mais, e eu nunca quis perder essa sensação de te ter comigo.
E ela era enorme. Virou tudo, todo mundo, eu...
Que bagunça você fez!
Cheguei ao patamar de te olhar e querer um filho seu.
Tivemos um, acredita?
Nos casamos depois.
Fomos felizes.


Era domingo, afinal.
Umas duas e meia, três horas.
Eu sabia que tinha algo pra acontecer, e fiquei louca querendo saber o que era.
Te vi, te quis.
Te quis.
Te quis.
Meu Deus, como eu te quis!
Não neguei a sensação.
- Oi, tudo bem?
- Tudo, e você.
- Também!
Continuei não negando.
E você não ligando.
Talvez assim seja mais seguro, pensei.
E foi.


Só sei que o resto da semana vi suas fotos e meu coração deu um triplo mortal twist carpado para trás.
Aconteceu com tanta frequência que já me acostumei.


Era domingo, de novo.
Eu estava sem relógio.
Dormi.
Quando vi, era segunda.

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